Fernando Haddad (PT) vota na Zona Sul, em São Paulo

Fernando Haddad (PT) vota na Zona Sul, em São Paulo

Prefeito votou por volta das 9h15 na zona sul de SP ao lado da mulher, de Chalita e Suplicy; na saida, Haddad se disse confiante de um segundo turno contra Doria

Julianna Granjeia, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 09h48

SÃO PAULO - Sob gritos de "Vai para Curitiba" e "Fica Haddad", o prefeito votou por volta das 9h15 na zona sul de SP ao lado da mulher, de Chalita e Suplicy. Ao entrar no Colégio, o prefeito ainda ouviu: "seu partido acabou com o Brasil". Haddad minimizou os protestos das três pessoas que gritavam palavras de ordem contra ele: " Vai saber o que está por trás disso. As vezes a, existem pessoas com inclinação não democrática, mais pró-fascista".

Na saida do colegio, Haddad se disse confiante de um segundo turno contra Doria. "A expectativa é que a gente possa debater dois projetos para a cidade. Um projeto mais privatista, que ve a cidade como campo de negócios e o projeto de cidade como espaço para pessoas. É isso que está em jogo e vamos ter a oportunidade de confrontar esses dois projetos no segundo afirmou".

O petista  afirmou tambem que os eleitores ainda não assimilaram o que foi feito pela sua gestão. "Tem muita coisa que não foi apresentada no primeiro turno em função da exiguidade do tempo. Nos vamos ter cinco minutos no segundo turno, o dobro do tempo que tive no primeiro. Nós vamos poder apresentse as outras realizações do governo. E aí nós vamos surpreender, é um contra um com tempo igual. No primeiro turno, eu tinha 20% do tempo e 80% do tempo era falando mal da gestão. Agora vai ser meio a meio e vamos crescer muito. Pode anotar o que estou falando."

Candidato a vice na chapa de Haddad, Gabriel Chalita (PDT) votou em um Colégio de Higienópolis, zona oeste de SP, por volta das 9h45. Novamente, o prefeito ouviu críticas e elogios. Um homem reclamou da "indústria da multa", ao que Haddad respondeu: "É só respeitar o limite de trânsito".

Haddad também ouviu reclamação de uma mulher que disse que votou nele em 2012 e que não votaria neste ano porque uma pessoa teria morrido em Itaquera por conta das chuvas. "A pessoa que morreu foi em Caeiras, fale com o seu governador", respondeu Haddad.

Dentro do colégio, mesarios pediram para tirar foto com Haddad e Chalita.  Após votar, o candidato a vice lembrou que a militância ganhou ânimo após as últimas pesquisas. "Ontem foi uma campanha muito bonita no Capão, em Itaquera e com os jovens na Augusta. Percebemos uma grande animação nessa reta final. E no segundo turno vamos discutir dois projetos."

Corrida. DataFolha de ontem, 1º, apontou Haddad com 16% dos votos válidos empatado no segundo lugar com Celso Russomanno (PRB) e reacendeu a esperança petista. A pesquisa levantou o ânimo dos dirigentes petistas. Após cumprir agenda no Capão Redondo e em Itaquera, tradicionais redutos petistas ameaçados por Marta, Haddad decidiu ir, ontem à noite, até o comitê não oficial da sua campanha na rua Augusta, onde comemorou com jovens os números do jovens militantes. A reeleição de Haddad, apesar de pouco esperada pelo próprio PT, pode ser a tábua de salvação do partido, que perdera um número significante de prefeituras importante nesta eleição.

 

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