Ed Ferreira/AE
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Feliciano diz que sua mãe já teve clínica de aborto

Ao declarar ser contrário à prática, deputado e presidente da Comissão de Direitos Humanos relatou caso

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2013 | 02h05

O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), afirmou que sua mãe já teve uma clínica de aborto e que isso o deixou "traumatizado". "Dada a situação de pobreza, minha mãe teve uma pequena clínica de aborto, clandestina", disse ele em entrevista ao UOL/Folha de S.Paulo, na segunda-feira, 1º. Ao se declarar contra o aborto, inclusive em casos de estupro, disse que viu "fetos serem arrancados de dentro de mulheres". "É uma tortura. A vida é um dom de Deus. Só Deus dá, só Deus tira", afirmou o pastor.

A permanência do deputado na presidência da comissão vem sendo criticada por parlamentares e representantes de movimentos sociais. Diante da insistência em continuar no cargo, deputados decidiram pedir abertura de processos disciplinares contra Feliciano. A deputada Iriny Lopes (PT-ES) protocolou nessa terça-feira, 2, acusação de quebra de decoro pela declaração feita pelo deputado de que antes dele a comissão era dominada por "Satanás". PPS e PSOL também devem entrar nesta quarta-feira, 3, com pedidos de investigação.

Esses processos poderão levar à retirada do pastor do cargo e até à cassação de seu mandato. O caminho de um processo disciplinar é o único previsto no regimento para afastar um parlamentar do comando de uma comissão.

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