Feldman credita queda de Marina a 'mídia do medo' petista

Pesquisa Daafolha revelada nesta sexta-feira mostra que Dilma Rousseff conseguiu abrir 13 pontos de vantagem no primeiro turno

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 20h57

O coordenador-geral da campanha de Marina Silva (PSB), Walter Feldman, disse há pouco ao Broadcast Político que o resultado da pesquisa Datafolha, divulgado há pouco, é fruto da "mídia do medo" petista. "Isso é a mídia do medo, da agressão, da perda de direitos", afirmou, referindo-se principalmente ao Bolsa Família.

Ele ressaltou, no entanto, que a campanha não vai desanimar. "Estamos confiantes nessa reta final. O eleitorado quer dois turnos e, no segundo turno, vamos desconstruir o discurso dos adversários", disse Feldman. Mesmo com a vantagem que a candidata à reeleição Dilma Rousseff abriu no Nordeste, o coordenador disse não acreditar na possibilidade de ela vencer no primeiro turno. "Medo é mentira e boato. A vontade de mudança vai vencer o medo."

A agenda de Marina até 5 de outubro, neste momento, prevê apenas uma ida ao Nordeste, a Recife, na segunda-feira, 29. Pernambuco é um Estado onde Marina tem ostentado bons resultados nas pesquisas de intenção de voto, empata ou ligeiramente a frente de Dilma - em grande parte, por causa da taxa de aprovação que Eduardo Campos tinha como governador. Mesmo com o resultado, Feldman disse que será difícil Marina reforçar a agenda na região e visitar outros Estados nordestinos antes do primeiro turno.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta noite mostrou que Dilma abriu uma vantagem de 7 para 13 pontos no cenário de primeiro turno. A petista registrou 40%, Marina 27% e o tucano Aécio Neves 18%. No Nordeste, segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, Marina perdeu 9 pontos, enquanto Dilma cresceu 6. No cenário de segundo turno, Dilma apareceu com quatro pontos de vantagem sobre a pessebista, 47% contra 43%. No levantamento anterior, Marina tinha 46% e a petista 44%. 

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