FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Federação quer pautar segurança rural no debate eleitoral em SP

Levantamento da Faesp contabiliza 15 mil ocorrências no campo; entidade vai propor 12 medidas a candidatos

Victoria Abel, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2018 | 05h00

A Federação Agrícola do Estado São Paulo (Faesp) vai encaminhar aos candidatos ao governo de São Paulo 12 sugestões de medidas de segurança no campo para diminuir a criminalidade nas regiões rurais do Estado. Levantamento da entidade releva que foram registradas cerca de 15 mil ocorrências no ambiente rural entre janeiro de 2017 a março de 2018. Do total de registros, de acordo com esse levantamento, 76% se relacionam aos crimes de furto, roubo e latrocínio.

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“É necessária uma ação imediata dos poderes públicos, levando ao campo a segurança para que o produtor tenha condições de aprimorar cada vez mais a produção com produtividade”, afirmou o presidente da Faesp Fábio Meirelles.

A segurança virou um dos temos prioritários do setor do agronegócio nesta eleição, mostrou a reportagem do Estado no dia 6 de maio. Preocupados com furtos e o aumento dos roubos, produtores rurais e representantes do agronegócio do País querem pautar o combate à violência no debate eleitoral. 

No relatório, a Faesp diz que as medidas, se implementadas, poderiam diminuir os índices de criminalidade. Entre elas, “o aumento da presença ostensiva dos agentes policiais estaduais e municipais” e “a incorporação das informações registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos sistemas informatizados da Polícia Militar, o que permitiria maior agilidade e precisão no despacho de viaturas para o atendimento de ocorrências policiais na zona rural”.

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Maquinários, insumos agrícolas e gado não são os únicos objetos de roubo no campo. Boa parte das ocorrências também acontece dentro das residências, de onde os bandidos levam móveis, eletrodomésticos e eletrônicos. “No momento, o homem do campo tem menos medo do desemprego do que da violência que se instalou, trazendo insegurança permanente ao meio rural”, ressalta Meirelles. 

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Outro ponto destacado pelo presidente da Faesp é a faixa horária em que os crimes acontecem. “Há uma predominância dos crimes praticados no período noturno, entre 17h e 6h da manhã”. O presidente da instituição também explica que quase a totalidade dos crimes envolve a invasão das propriedades privadas, “Os criminosos invadem para roubar, furtar e sair rapidamente carregando os itens roubados antes que seja acionada a polícia”.

POLICIAMENTO

Dentre as ações já feitas em parceria com a Polícia Militar, a Faesp destaca a criação de conselhos de segurança regionais. De acordo com Meirelles, os próprios produtores também têm investido em equipamentos de vigilância. “Muito tem sido feito, mas, infelizmente, o crime se sofistica também e as estatísticas criminais e a sensação de insegurança aumenta.”

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Em nota, a Secretaria de Segurança Pública diz que, somente neste ano, 47 pessoas foram presas em flagrante em áreas rurais e 139 armas de fogo foram apreendidas pela Polícia Militar Ambiental.  De acordo coma pasta, o policiamento ambiental atua prioritariamente na preservação do meio ambiente e na proteção dos recursos naturais, prevenindo e combatendo os crimes e infrações ambientais em todo o território paulista e, de forma suplementar ao policiamento territorial (Batalhões de Área), na prevenção e repressão dos crimes comuns nas áreas rurais.

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