Famoso ganha espaço para virar o próximo Tiririca

A aposta na candidatura de famosos, feita pelo PSDB para 2014, é um modelo comum a partidos pequenos e médios. A ideia é fazer com que celebridades atuem como puxadores de votos levando outros integrantes do partido à Câmara dos Deputados.

Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2013 | 02h14

O exemplo de sucesso com que sonham todos os partidos é o palhaço Tiririca (PR-SP), o mais votado em 2010. Sua candidatura foi articulada pelo condenado no mensalão Valdemar Costa Neto (PR-SP), com base em pesquisas qualitativas, para garantir a própria reeleição. Como o partido fez parte de uma coligação, os votos dados ao palhaço acabaram levando para a Câmara deputados do PT e do PC do B.

Nem sempre essa prática dá certo. A aposta da cúpula do PSB era de que o ex-jogador da seleção brasileira Romário (RJ) seria capaz de eleger mais dois colegas de sigla. Apesar de ter sido o sexto mais votado, Romário precisou contar com o coeficiente eleitoral da legenda para conseguir sua própria cadeira na Câmara.

Celebridades que conseguem se eleger são exceção. Reginaldo Rossi (PDT-PE), Kiko do KLB (DEM-SP), Batoré (PP-SP) e Gaúcho da Fronteira (PTB-RS) estão nos casos em que a fama não se converteu em voto em 2010.

Os partidos, porém, preferem ignorar fracassos e abrir vagas na busca de que a sua celebridade seja a escolhida do público. Além de repetir nomes da eleição passada, personalidades como Dr. Rey (PSC), Sula Miranda (PRB), Rodriguinho (PTB) e ex-BBBs estão entre as opções que as siglas oferecerão aos eleitores.

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