Família autoriza exumação do corpo de João Goulart

A família do ex-presidente João Goulart, morto em 1976, autorizou a exumação do corpo, sepultado no cemitério de São Borja (RS). Ontem, ao participar da audiência pública promovida pelas Comissões Nacional e Estadual da Verdade, na capital gaúcha, o neto de Jango, Christopher Goulart, afirmou que a família concorda com os exames dos restos mortais, desde que existam recursos científicos para de fato se chegar a uma conclusão sobre o caso.

O Estado de S.Paulo

19 de março de 2013 | 02h03

Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, em Mercedes, na Argentina, após sofrer um enfarte. A versão de que a parada cardíaca não foi provocada por causas naturais passou a ser mais contestada após o depoimento de um ex-agente do serviço de inteligência uruguaio, Mário Neira Barreiro, preso no Rio Grande do Sul por crimes comuns, em 2007. Ele disse que ajudou a seguir o ex-presidente no Uruguai e que Jango morreu em função do uso de uma droga, colocada clandestinamente em seus medicamentos, para provocar o enfarte, a pedido de agentes brasileiros.

A família de Jango relutava, até agora, em autorizar a exumação. Procuradores da República que investigam atualmente a morte do ex-presidente também estão dispostos a providenciar o exame dos restos mortais. Segundo os parentes de Jango, existiam na década de 1970 até 16 substâncias que poderiam provocar uma parada cardíaca. / E.O.

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