'Faltou povo, gente, emprego, miséria', critica Lindberg

Escolhido para rebater o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o senador Lindberg Farias (PT-RJ) partiu para o ataque, desqualificando o discurso do tucano. Para o petista, a fala de Aécio não foi competitiva para quem pleiteia disputar a Presidência, uma vez que não foram usadas as palavras "povo, pessoas, gente, emprego, miséria".

O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2013 | 02h09

O tucano ironizou o petista por lançar seu nome à sucessão da presidente Dilma Rousseff com tanta antecedência. "Em primeiro lugar, agradeço a gentileza do seu lançamento de minha candidatura à Presidência da República. Mas ela não está em pauta ainda", alfinetou o tucano.

Ao intervir na fala de Aécio, Lindberg afirmou que "em mais de meia hora de discurso" o tucano não abordou os "mais de 40 milhões de brasileiros que entraram na classe média". "Em relação à miséria, vamos conseguir chegar a perto da erradicação da miséria do nosso País. Vossa excelência também não falou de emprego", criticou o petista.

O senador Cassio Cunha Lima (PSDB-PB) saiu em defesa de Aécio. "Não ouviu o discurso do senador Aécio que falou de seca. E seca é povo, é gente brasileira que sofre hoje no Nordeste com a omissão absoluta do governo federal.", afirmou Cunha Lima. "Vossa Excelência faz um discurso de um grande líder político", reforçou o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP).

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), impediu que o debate se prolongasse sob a alegação de que a sessão de votação tinha de ser aberta. / E. L. e R. B.

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