Falta de polarização preocupa o petismo

CENÁRIO: Caio Junqueira

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2013 | 02h06

A provável candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), fará com que o PT, pela primeira vez, enfrente uma disputa a presidente tendo como eixo de sua coalizão partidos que em outros tempos foram seus ferrenhos adversários, como PMDB, PP, PR e PTB.

Desde 1989, ano da primeira eleição presidencial após a redemocratização, o PT tem tido como aliados preferenciais partidos egressos, como ele, de movimentos à esquerda que lutaram contra o regime militar. Caso, por exemplo, do PC do B e do PSB.

Apesar de ser ainda um candidato com apenas um dígito nas pesquisas, o governador Campos preocupa o PT, que pretende continuar se apresentando ao eleitorado do País como a principal referência do campo político à esquerda. Muito embora o campo oposto já tenha dominado os interesses do partido e do seu governo.

A preocupação maior, porém, é como enfrentar uma eleição sem a habitual polarização entre o PT e o PSDB, que esteve presente nas eleições presidenciais desde 1994 e que tornou o partido vencedor nos três últimos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.