Executivo diz que ex-diretor da CPTM antecipou resultado

Everton Rheinhemer, ex-executivo da Siemens, depôs ontem no Ministério Público de São Paulo e reformou as denúncias de acerto de valores em licitações do setor metroferroviário nos governos do PSDB em São Paulo, entre 1998 e 2008. Ele apontou combinações nos processos de concorrência dos trens das séries 2100 e 3000 da CPTM. Contou sobre reuniões na sede da Alstom, na Lapa, entre dirigentes das empresas que supostamente concorriam entre si. Rheinhemer citou o consultor Arthur Teixeira, apontado como lobista do esquema, e João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações e manutenção da CPTM. Segundo a testemunha, em uma licitação, Zaniboni, suspeito de receber propina das empresas, anunciou com antecedência a escolha da Siemens. Ele informou também sobre encontros na Procint Consultoria, de Teixeira. Rheinhemer afirmou que as concorrências dos trens passavam pela aprovação de Teixeira. O criminalista Eduardo Carnelós rechaça a suspeita. "O sr. Arthur é especialista em sistema ferroviário e faz consultorias." O advogado Luiz Fernando Pacheco afirma que Zaniboni jamais cometeu ilegalidades.

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