Executiva petista dá prioridade a aliança nacional

Resolução aprovada pela Executiva Nacional do partido indica tentativa de isolar Ciro e garantir apoio de PSB e PCdoB

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 03h37

A Executiva Nacional do PT aprovou no sábado resolução que aponta para uma tentativa de isolar o pré-candidato à Presidência do PDT, Ciro Gomes, e garantir o apoio de PSB e PCdoB a uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato. O documento afirma que “uma aliança garantiria o posto de vice na chapa petista para um nome indicado”.

A resolução do PT é uma reação à aproximação das duas legendas ao pedetista. A força de atração de Ciro tem um desempenho considerado bom nas últimas pesquisas e, principalmente, na convicção, compartilhada por muitos dirigentes do PSB e do PCdoB, de que Lula não conseguirá oficializar sua candidatura. 

Os três principais pontos do documento tratam justamente da aliança entre PT e os dois partidos. O texto coloca como objetivo “construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura de Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio” e destaca que “essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados”. A Executiva do PT também declarou que a sigla “deve construir palanques estaduais com partidos de centro-esquerda, preferencialmente com PSB, PCdoB e outros partidos que apoiem Lula”.

Na terça-feira passada, o PT fez um movimento parecido – visando ao isolamento da candidatura Ciro. Na ocasião, a Executiva Nacional petista decidiu prorrogar a definição das candidaturas estaduais e nacional do partido. O objetivo foi ganhar tempo para negociar uma aliança nacional com possíveis aliados, especialmente PSB e PCdoB, e evitar que estas siglas reforcem a pré-candidatura do PDT. 

PT e PSB negociam apoios mútuos em 11 Estados – PE, MG, BA, CE, AP, AM, PB, AC, PI, ES e RO. As chaves para o entendimento são Pernambuco, onde o PSB quer apoio para a reeleição do governador Paulo Câmara, e Minas – o PT quer o PSB junto com Fernando Pimentel.

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