Ex-vereador cita lista de amigos suprapartidária e muito influente

Primeiro réu a falar na CPI do Cachoeira, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez (PSDB) apresentou uma lista suprapartidária de "amigos" políticos. A estratégia, segundo a defesa, não era mandar recados, mas sim mostrar que o principal interlocutor político de Cachoeira é "um homem bem relacionado". Denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), Garcez está preso há 86 dias no Centro de Prisão Provisória (CPP) em Aparecida de Goiânia. A versão de Wladimir constrangeu os citados, que negaram o relacionamento.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2012 | 03h04

"Conheço muitas lideranças deste País. A começar pelo ministro (da Justiça) José Eduardo Cardozo. Sou amigo e coordenador da campanha do dr. Henrique Meirelles. Milito na política há mais de 25 anos." Ele citou também o senadores Íris Rezende (PMDB), Paulo Paim (PT) e o governador Marconi Perillo, entre outros.

Segundo a Procuradoria da República em Goiás, Garcez integrava o alto escalão da organização criminosa de Cachoeira e teria trabalhado pela nomeação de indicações no governo do Estado, além da assinatura de contratos com empresas ligadas ao esquema. Cardozo informou pela assessoria que não manteve ou mantém relação com o ex-vereador. Paim também negou ter qualquer relação com Garcez.

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