Ex-presidente se poupa e não vai a eventos do PT

Militância em S. Bernardo esperava ver Lula, mas ele desistiu na última hora; em Osasco, partido lança chapa pura

O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2012 | 03h10

A ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na convenção do PT de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que ratificou ontem a candidatura à reeleição do prefeito Luiz Marinho, frustrou os militantes petistas.

Lula avisou Marinho, de última hora, que não compareceria. O prefeito chegou a aguardar o ex-presidente na área reservada à chegada das autoridades, mas deixou o local depois da ligação de Lula. O ex-presidente decidiu não ir à convenção para poupar a voz e descansar para o início da campanha eleitoral, no próximo sábado. Sem ele, o petista mais graúdo a comparecer ao evento em São Bernardo foi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A convenção ratificou o nome de Frank Aguiar (PTB) à reeleição como vice-prefeito. O PMDB, integrante da chapa, também disputava o posto.

Em Osasco, o deputado federal João Paulo Cunha (PT), réu no processo do mensalão, também foi oficializado ontem como candidato a prefeito. Na convenção, o PT assumiu a chapa pura e colocou no posto de vice o ex-secretário de Governo da prefeitura, Jorge Lapas.

João Paulo tentará pela quarta vez se eleger prefeito de Osasco, cidade onde mora e tem reduto eleitoral. Nas outras três tentativas (1988, 1992 e 1996), foi derrotado. Para a disputa de outubro, porém, ele conseguiu a maior coligação da disputa, com apoio de 18 legendas: PMDB, PV, PDT, PC do B, PRP, PSL, PSDC, PR, PRTB, PRB, PSC, PTN, PTC, DEM, PP, PHS, PT do B e PSB.

João Paulo considera que, se eleito, terá de fazer um governo totalmente transparente, com publicação de contratos e gastos públicos. E sem erros. A despeito do julgamento do mensalão, marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o dia 2 de agosto, João Paulo recebeu o apoio do PT nacional e foi escolhido no diretório municipal sem a realização de prévias. Ele tentará suceder o prefeito Emídio de Souza (PT) - que não pode mais ser reeleito -, e indicou Lapas, seu homem de confiança, para seu vice. Caso João Paulo seja condenado pelo STF, o PT tende a indicar Lapas para a cabeça de chapa.

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