Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Ex-presidente do PSDB, Goldman diz que votará em Fernando Haddad (PT)

Uma das vozes mais críticas ao PT no ninho tucano, Alberto Goldman anunciou no Facebook que vai votar no candidato petista; 'nunca pensei que um dia poderia votar neles'

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2018 | 14h32

Uma das vozes mais críticas ao PT dentro do PSDB, o ex-presidente da sigla, Alberto Goldman, anunciou nesta quarta-feira, 24, em um vídeo postado em seu perfil no Facebook, que votará em Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais deste ano. Segundo o tucano, a decisão se dá porque Jair Bolsonaro (PSL) "passou dos limites aceitáveis no ultimo domingo, com um discurso que nos traz de volta os momentos mais dramáticos da nossa história".

"Acho que ninguém duvida da minha história política. Minhas posições foram muito fortemente antipetistas", disse o ex-governador de São Paulo, para quem as conquistas do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foram conseguidas apesar da constante sabotagem constante da sigla do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nunca pensei que um dia poderia votar neles. Agora, me sinto diante dessa dificuldade, porque do outro lado está esta direita raivosa. Cheguei à conclusão que não estou disposto a pagar para ver e vou, contra a minha vontade, acabar votando em Haddad."

Goldman fez referência às declarações dadas por Bolsonaro no último domingo, nas quais ele promete fazer uma "faxina" e banir os "vermelhos" do Brasil e obrigar aqueles que não concordam com ele a deixar o Brasil ou ir "para a cadeia". As declarações foram feitas via transmissão de vídeo e exibida a apoiadores do candidato concentrados na Avenida Paulista.

Após o primeiro turno, o diretório municipal do partido, presidido pelo vereador João Jorge, decidiu expulsá-lo por supostamente ter feito campanha a favor de Paulo Skaf (MDB) e contra João Doria, seu desafeto, no primeiro turno da eleição para o governo do Estado. A executiva nacional, no entanto, divulgou nota declarando que a decisão era inócua porque o ex-governador ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais do PSDB nacional. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.