Ex-presidente da empresa deixa cargo em prefeitura

Adilson Primo é exonerado de secretaria em Itajubá (MG); advogado diz que executivo decidiu sair para não constranger prefeito

Rene Moreira, especial para o Estado / Franca, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2013 | 02h08

Ex-presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo pediu exoneração do cargo de secretário de Coordenação Geral e Gestão da Prefeitura de Itajubá (MG). Sua saída foi anunciada ontem.

Na semana passada, Primo prestou depoimento no Ministério Público de São Paulo e passou a enfrentar pressão para deixar o cargo na prefeitura. Visto como um "supersecretário", ele teria se antecipado para evitar ser exonerado pelo prefeito Rodrigo Riera (PMDB).

A Siemens fez um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e denunciou a formação de um cartel em licitações para o fornecimento de trens aos governos de São Paulo e do Distrito Federal.

Primo trabalhou 34 anos na Siemens, dez no cargo de presidente, de onde foi afastado em 2011. Fontes da empresa alegaram que a Siemens o acusou do desvio de € 7 milhões da subsidiária para uma conta pessoal.

De acordo com a Prefeitura de Itajubá, ele pediu demissão alegando motivos particulares. O pedido foi aceito e o prefeito o elogiou, argumentando que suas ações vinham gerando benefícios ao município.

O criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Primo, esclareceu que o executivo não queria submeter o prefeito a eventual constrangimento. "Numa demonstração de desprendimento e elevada formação ética, o sr. Primo entendeu que sua permanência na prefeitura poderia causar embaraço à gestão municipal em face das injustas acusações que vêm sendo estampadas pela imprensa sem que tivesse oportunidade de se defender." Mariz alerta que "no devido momento a inocência do sr. Primo ficará plenamente demonstrada".

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