Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Ex-presidenciáveis, Luciano Huck e Josué Gomes não doam a candidatos ao Planalto

Cotados como possíveis 'outsiders' nas eleições 2018, doações dos dois totalizaram R$ 460 mil para dez candidatos

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2018 | 11h42

Cotados como possíveis candidatos à Presidência da República nas eleições 2018, o apresentador de TV Luciano Huck e o empresário Josué Gomes não fizeram nenhuma doação aos postulantes ao Planalto. A maioria das doações foi direcionada para candidatos a deputado federal e estadual em Estados variados. 

O Estado acessou as doações e os valores destinados a cada candidato. No total, Huck doou R$ 250 mil a oito candidatos e Josué Gomes, R$ 210 mil a duas pessoas. Huck, que é ligado a movimentos de renovação na política - ele é fundador do RenovaBr e do Agora! -, foi cotado como presidenciável durante boa parte da pré-campanha eleitoral. Em 15 de fevereiro, no entanto, anunciou a decisão de não ser candidato neste pleito. Huck é o 93º maior doador da campanha até o momento, enquanto Gomes é o número 103 no ranking. 

Ele havia anunciado que faria doações para candidatos identificados com os chamados "movimentos cívicos". Os que mais receberam foram: Marco Aurélio Marrafon (candidato a deputado federal no MT), Humberto Vieira Barbosa Laudares Pereira (candidato a deputado federal em SP) e Marcelo Calero Faria Garcia, que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio. Cada um foi beneficiado com o valor de R$ 50 mil. 

Roberto João Pereira Freire (presidente do PPS e candidato a deputado federal em São Paulo) e Paulo Gontijo Olinto Ramos (candidato a deputado estadual no Rio) receberam R$ 25 mil. Willian Bueno e Silva, que tenta uma vaga de deputado federal por Minas Gerais, recebeu R$ 20 mil. Diogo Nascimento Busse e Erick Marcio Mendes Muniz ganharam R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente. 

Já o empresário Josué Gomes, cotado a candidato a presidente e também a vice nas chapas do PSDB e do PT, optou por doar para Rodrigo Maia (DEM), que tenta reeleição como deputado federal, e para Mateus Affonso Bandeira, que disputa o governo do Rio Grande do Sul. Maia recebeu R$ 200 mil e Bandeira, R$ 10 mil. 

"Por questões pessoais, não posso aceitar. Estou convicto, contudo, de que os partidos unidos neste momento em favor de um Brasil melhor indicarão candidato a vice-presidente capaz de agregar muito mais força eleitoral e conhecimento político do que eu para o cumprimento da missão", escreveu Josué em 26 de julho, quando recusou os convites

Os maiores doadores divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são os partidos políticos nacionais. A primeira pessoa física a aparecer, na 18ª colocação, é o candidato Henrique Meirelles, do MDB, que doou R$ 45 milhões.

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