Ex-prefeito diz que teve contas aprovadas; construtoras não falam

Maluf afirma que antiga Emurb contratou obra, e não a Prefeitura; empresa alega que denúncia cita 'pessoas físicas'

O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2012 | 03h06

O ex-prefeito Paulo Maluf afirmou que as obras da Água Espraiada não foram contratadas pela Prefeitura, mas pela antiga Emurb. "As obras foram realizadas há vários anos e as contas relativas às mesmas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Município e pela Câmara Municipal. Portanto, há um engano na postura da procuradora da República", disse Maluf, por meio de sua assessoria de imprensa.

A Mendes Júnior disse que não tem conhecimento da acusação criminal. Segundo a denúncia, Jesus Murillo Valle Mendes, "diretor-presidente das várias empresas do Grupo Mendes Júnior, participava do esquema criminoso".

A denúncia diz que Jefferson Eustáquio, "diretor-superintendente, ordenava diretamente a Simeão Damasceno a distribuição dos recursos ilicitamente obtidos entre os diretores beneficiários da empresa (Mendes Júnior) e agentes públicos". Ainda segundo a Procuradoria da República, Angelo Marcos de Lima Cota, "diretor administrativo financeiro, coordenava a emissão de notas fiscais frias, ratificava os pagamentos indevidos às subcontratadas e, na ausência de Sidney Lobo, ordenava diretamente a Simeão Damasceno que distribuísse os recursos ilícitos".

Por meio de sua assessoria de imprensa - Brickmann & Associados Comunicação -, a empresa informou: "A Mendes Júnior Engenharia desconhece a denúncia. Por isso, não irá se manifestar, vez que o processo criminal citado refere-se a pessoas físicas e não a pessoa jurídica".

O criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso, que defendeu a Tecla Transportes - subcontratada pela Mendes Júnior -, declarou: "Os dirigentes sequer foram ouvidos na fase de inquérito, mas a empresa cumpriu o que lhe cabia com relação ao que foi contratado e recebeu o valor referente aos serviços."

Fernando Kurkdjibachian, ex-diretor administrativo da Emurb, não foi encontrado. Célio Rezende Bernardes, que era diretor de obras da Emurb, não respondeu aos recados deixados em sua casa. A OAS não se manifestou. / FAUSTO MACEDO e BRUNO BOGHOSSIAN

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