Ex-ministro do STF morre em Brasília

Ministro da Justiça durante o governo Itamar Franco e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) entre 1994 e 2004, morreu ontem em Brasília um dos fundadores do PDT, Maurício Corrêa. O falecimento foi confirmado no início da noite pelo STF e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - da qual também foi presidente, em um dos momentos mais difíceis do regime militar. Tinha 77 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2012 | 03h04

"O mundo jurídico está de luto pela morte do ministro Maurício Corrêa. Ele esteve a frente da OAB do Distrito Federal em um momento crítico da história do País, enfrentando a truculência do governo militar com altivez e coragem", afirmou o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

Mineiro de São João do Manhuaçu, Corrêa formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1960,pela Faculdade de Direito de Minas Gerais - e a partir de 1975 fez carreira como advogado e político em Brasília. Em 1986, foi eleito senador pelo DF e chegou ao Supremo em outubro de 1994, na vaga deixada por Paulo Brossard. Na corte, chegou à presidência em 1993 e de lá saiu uma década depois, ao atingir a idade limite para o posto.

Ligado aos trabalhistas, muito amigo de Leonel Brizola, Corrêa fez parte - como senador - de um grupo de advogados durante os trabalhos da Assembleia Constituinte.

Apresentou 459 emendas, das quais 144 foram aprovadas. Como senador constituinte, participou das Comissões e Subcomissões da Organização dos Poderes e Sistemas de Governo, do Poder Judiciário e do Ministério Público. Candidatou-se a governador do DF em 1990, perdendo para Joaquim Roriz.

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