Ex-ministro à base de 'pão e água'

Negromonte volta à Câmara desgastado no PP

EUGÊNIA LOPES, RICARDO BRITO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h01

Rifado pelo próprio partido, o ex-ministro Mário Negromonte (PP-BA) reassumiu discretamente seu mandato na Câmara. Depois de passar pouco mais de um ano à frente da pasta das Cidades, o deputado deverá ser tratado a "pão e água" pelo partido em seu retorno à Câmara, sem sequer ganhar cargo em comissão temática da Casa.

"Ele (Negromonte) não terá nenhum tratamento especial nem nenhuma perseguição", disse ontem o novo líder do PP, Arthur Lira (PB). "Vamos resolver as indicações para as comissões só depois do carnaval." Negromonte faz parte de uma minoria na bancada do PP que se contrapõe ao novo ministro, Aguinaldo Ribeiro (AL), e a Lira.

Ele reassumiu o mandato na Câmara na quinta-feira, com direito a gabinete e a receber a ajuda de custo de R$ 26,7 mil paga no início da legislatura. Apesar de ter registrado presença ontem à tarde na Casa, o ex-ministro não foi visto pelos colegas. "Ele vai ficar encolhido por uns tempos", aposta o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Jader. No retorno de Jader Barbalho (PMDB-PA) ao plenário do Senado, 11 anos depois de ter renunciado sob suspeitas de corrupção, quem roubou a cena foi o senador Mário Couto (PSDB-PA). O tucano pediu a palavra no plenário para anunciar o começo de uma "minissérie" que ele diz ser recheada de desvios e processos. Protagonista do enredo, Jader deixou o plenário sem ouvir o desafeto.

Couto começou o enredo falando das acusações de desvio de recursos quando era o presidente da Assembleia paraense (2003-2007). Admitiu ter "pecado" por não verificar assinaturas falsificadas em processos, mas atribuiu a "amplificação" do caso ao Diário do Pará, dirigido por Jader Barbalho Filho. "Se querem briga, vamos para o pau", avisou. Hoje, o tucano promete um novo capítulo e espera, com isso, levar o desafeto ao Conselho de Ética. Questionado sobre a "minissérie", Jader só sorriu.

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