Ex-ministra usa ironia contra FHC e Lula

A ex-senadora Marina Silva (sem partido) recorreu à ironia para criticar a falta, nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, de reformas que, para ela, eram necessárias ao País. "O sociólogo não fez a reforma política e o operário não fez a reforma trabalhista", disse, por teleconferência, no encontro da Exame.

Gustavo Porto e José Roberto Cardoso, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2013 | 02h07

Marina exaltou a estabilidade econômica e a distribuição de renda, marcas, respectivamente, dos governos FHC e Lula. Mas, de acordo com a ex-senadora, "infelizmente o atraso na política, o poder pelo poder e a agenda do curto prazo" ameaçam o que foi conquistado.

Marina cobrou políticas de longo prazo "nos curtos prazos políticos" com uma agenda estratégica e uma governabilidade baseada em programa "e não em distribuição de cargos".

Precária. Em seguida, a ex-ministra classificou como precária a infraestrutura do País e disse que o problema não é apenas "a (infraestrutura) física, com a perda de 30% da produção até chegar aos portos, mas a humana, com a falta de investimentos em educação".

Marina culpa a baixa taxa de investimentos pela falta de competitividade. "Não transformamos as vantagens comparativas do Brasil em competitivas." Para ela, a falta de confiança de investidores externos foi gerada pelo governo federal. "Quando se diz uma coisa e faz outra, é claro que investidores ficam com pé atrás", disse.

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