Ex-governador ainda é favorito, mas recebe luz amarela

Análise: José Roberto de Toledo

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h06

A pesquisa Ibope em São Paulo tem três sinais amarelos para José Serra (PSDB): sua rejeição foi de 34% para 37%, Celso Russomanno (PRB) venceria se o segundo turno fosse hoje, e a avaliação de seu aliado, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), piorou. Para completar, Fernando Haddad (PT) passou a crescer à medida que o eleitor começa a ter mais informação sobre a campanha.

A boa notícia para Serra é que, apesar disso, a maior parte dos paulistanos ainda acredita que ele será eleito: 46%, contra 21% que apostam em Russomanno. Essa percepção e o quádruplo do tempo de propaganda do que o rival são os fatores que mantêm o tucano como favorito.

O paulistano está mais bem informado sobre quem é quem na disputa de prefeito. Todos os principais candidatos cresceram na intenção de voto espontânea. A taxa de eleitores que têm o nome de um candidato na ponta da língua saltou de 27% para 46% desde o começo do mês.

O horário eleitoral começa na próxima terça-feira, e o grau de informação do eleitorado deve se intensificar. Até agora, os adversários de Serra lucraram mais com isso do que ele.

Haddad cresceu de 6% para 9% na estimulada, enquanto os outros ficaram praticamente onde estavam. O petista conta a seu favor com o maior tempo de TV, junto com Serra.

Todos os candidatos estão com um eleitorado mais consolidado. Mas uns consolidaram mais do que outros. Serra viu sua taxa de espontânea subir quatro pontos, de 11% para 15%, enquanto a de Russomanno cresceu sete pontos (de 9% para 16%). Haddad dobrou de 3% para 6%. É mais difícil perder eleitores espontâneos.

Russomanno continua crescendo na região mais petista da cidade. Ele chegou a 30% nas áreas periféricas e pobres onde os candidatos do PT foram os mais votados nas últimas três eleições majoritárias. Serra permanece com 20% nessa região, e Haddad foi de 7% para 11%.

Na região onde o eleitorado é mais volúvel, Russomanno foi de 26% para 30%. Mas parou de crescer na área onde disputa o voto diretamente com Serra, o centro expandido. Nessa região mais rica da cidade, Russomanno oscilou de 24% para 23%, e Serra manteve a liderança com 30%.

Se essas oscilações servem de mapa, Russomanno vai enfrentar uma batalha em duas frentes nas próximas semanas: contra Haddad na periferia petista, e contra Serra no centro antipetista. As próximas pesquisas mostrarão se ele vai ter fôlego para tanto.

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