Ex-funcionária acusou Lindbergh de receber propina, afirma revista

O senador Lindbergh Farias (PT) é acusado de ter recebido propina de empresas que prestavam serviços à prefeitura de Nova Iguaçu (RJ) quando ele administrou a cidade, entre 2005 e 2010. Segundo reportagem da revista Época deste fim de semana, a ex-chefe de gabinete da Secretaria de Finanças do município afirma que o petista cobrava de fornecedores um pagamento de até R$ 500 mil por contrato assinado.

O Estado de S.Paulo

24 de março de 2013 | 02h04

Dois depoimentos prestados por Elza Elena Barbosa Araújo em 2007 fazem parte de um inquérito a que Lindbergh responde no Supremo Tribunal Federal. Conforme a revista, ela disse que a secretaria recebia o dinheiro dos empresários e, em seguida, usava os recursos para quitar despesas pessoais do então prefeito.

O petista pretende disputar o governo do Rio e está sob a mira do PMDB do governador Sérgio Cabral, que apoia a candidatura de seu vice, Luiz Fernando Pezão. A revista afirma que o PMDB entregou a sua equipe um dossiê contra Lindbergh.

Segundo Elza, parte do dinheiro recebido era usada para pagar prestações de um apartamento da mãe de Lindbergh. Os depoimentos ainda informam que R$ 250 mil foram repassados a uma empresa do irmão do petista. Elza disse também que a empresa 7R assinou contratos de R$ 1,1 milhão com a prefeitura, mas não entregou nenhuma mercadoria.

Na tarde de ontem, Lindbergh postou vídeo no Facebook em que chamou a denúncia de "requentada" e "mentirosa". No vídeo o senador também diz que não entrará na "guerra dos dossiês", que, segundo ele, é sinal de desespero de seus adversários.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.