NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Ex-diretora de Xuxa, Marlene Mattos entra na campanha do PDT em São Paulo

Aproximação da diretora da campanha de Marcelo Cândido se deu por causa da amizade que ela tem com Giselle Bezerra, companheira de Ciro Gomes, candidato do PDT ao Planalto

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2018 | 17h47

A diretora de TV Marlene Mattos, responsável pelos programas da apresentadora Xuxa Meneghel da década de 1980 até o começo dos anos 2000, reforçou a campanha do candidato do PDT ao governo paulista, Marcelo Cândido. A aproximação da diretora da campanha de Cândido se deu por causa da amizade que ela tem com Giselle Bezerra, companheira de Ciro Gomes, candidato do PDT ao Planalto. Giselle é produtora de TV e foi assistente de palco de Xuxa em 2001 e 2002.

Marlene está há pouco mais de uma semana na equipe e tem função "multimídia". Ela dirige programas, mas também dá conselhos sobre outras peças publicitárias e ajuda a treinar o candidato para debates e entrevistas de TV. Ontem, no debate do Estadão e da TV Gazeta, a diretora era uma das convidadas da plateia do candidato.

Apesar da função nos bastidores, a presença de Marlene Mattos na campanha pedetista chama a atenção. Na semana passada, em agenda em Mauá, na grande São Paulo, Marlene e Giselle subiram no palanque com Ciro e Cândido e posaram para fotos. Marlene não fez qualquer discurso no ato, mas disse à imprensa na ocasião ser apoiadora de Ciro. "Acho que ela (Giselle) vai ajudar na campanha", opinou a diretora.

Reforço

A chegada de Marlene faz parte da estratégia da campanha para que Cândido deslanche nas pesquisas: ele aparece com apenas 1% no Ibope e no Datafolha. A experiência dela com direção de programas vai ser explorada pela equipe do pedetista, que tem apenas 24 segundos de horário político na TV.

A candidatura de Cândido ao Palácio dos Bandeirantes foi formulada de última hora, após o PDT romper o acordo estadual com o PSB e sair da chapa que busca a reeleição de Márcio França. A ruptura do acerto ocorreu na esteira da decisão da direção pessebista pela neutralidade no âmbito nacional em detrimento da composição com Ciro Gomes e em troca de palanques regionais com o PT.

Ao Broadcast Político, o pedetista reconheceu o desafio de se tornar conhecido pelo eleitor, mas disse que enxerga espaço para um candidato à esquerda disputar o segundo turno.

"Eu posso ser o candidato que unifica o setor progressista contra candidaturas que personificam a crise que jogaram o Brasil desde 2016", afirmou Cândido. 

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