Ex-diretor do Metrô nega acusações feitas em carta

O ex-diretor do Metrô Sérgio Correia Brasil, que é funcionário de carreira da estatal, rebateu as acusações feitas em carta anônima investigada pelo Ministério Público segundo a qual ele e dois ex-executivos enriqueceram ilicitamente e têm patrimônio incompatível com suas rendas.

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2014 | 02h02

A denúncia foi protocolada na segunda-feira na Promotoria por um funcionário do Metrô, sem assinatura. Promotores informaram ao Estado que sabem quem é o autor. O servidor não quis prestar depoimento por temer retaliações.

O denunciante afirmou que Brasil "dava aval para a contratação de empresas do cartel, notadamente a MGE" e que "é proprietário de um iate, localizado em marina do Guarujá", litoral de São Paulo. Ainda declarou que Brasil se beneficiava da venda de sucata do Metrô.

O ex-diretor questionou a forma e o teor da acusação. "Começa por uma coisa complicada, que é uma carta anônima. Fica sub judice. É questionável. Um negocio que entrou na segunda-feira, e na quarta-feira já somos acusados sobre um assunto sobre o qual não tenho o mínimo conhecimento", afirmou.

Ele lembrou que é funcionário do Metrô há 40 anos e disse nunca ter virado réu em processo nem ter sido indiciado.

Brasil rebateu todas as acusações que lhe imputam. Sobre o suposto iate, disse ter ficado "chocado". "É difícil de entender. Fico imaginando quem pode ter iate nesse País. Há mais de 30 anos não vou ao Guarujá", disse ele. "Acredite, não tenho iate, nem sequer um barco a remo. Nem barco de controle remoto. Para provar que não tenho, não sei nem como começar."

Sobre o possível benefício à MGE, disse que assinou contratos com empresas porque ocupou funções executivas por muitos anos, "mas longe de ter dado aval a praticas ilícitas".

Ele também declarou que a venda de sucata "é regida pela de licitações, numa modalidade de leilão regida por uma comissão especial de licitação". "Sem nenhuma interferência minha ou de qualquer pessoa que pudesse obter benefícios em relação a isso."

O advogado de Brasil, Daniel Alberto Casagrande, afirmou que estuda "medidas legais junto à Procuradoria-Geral de Justiça, com intuito de representar criminalmente contra o responsável ou os responsáveis pelo ataque à honra consubstanciado nas inverídicas afirmações".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.