Ex-diretor da Assembleia do PR volta a ser réu

Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba indicaram que o ex-diretor-geral da Assembleia do Paraná Abib Miguel, conhecido como Bibinho, não tem nenhum problema mental que possa impedi-lo de responder a dois processos criminais por desvio de recursos, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

EVANDRO FADEL / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h03

Os processos estavam suspensos pela juíza Ângela Regina Raminna de Lucca, da 9.ª Vara Criminal de Curitiba, pois laudo da defesa atestava que ele sofria "distúrbios psicopatológicos dentro das funções mentais".

O Ministério Público Estadual já pediu continuidade do processo, com a marcação de audiência para instrução. Apesar de reconhecer que Bibinho enfrenta um quadro de depressão, a perita psicológica Regina Coeli Gallieri garantiu que ele se apresenta "plenamente consciente de seus atos para efeitos da vida civil ou para responder a processo criminal."

O ex-diretor-geral, que ficou nessa função por mais de 20 anos, é acusado de ter comandado um esquema que teria desviado cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos, segundo estimativa do Ministério Público. Ele deixou o cargo em março de 2010 e ficou preso entre abril e dezembro do ano passado. Seu advogado, Eurolino Sechinel dos Reis, disse ontem que só teve conhecimento do laudo por meio da imprensa e, por isso, não iria se manifestar.

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