Ex-assessor foi contratado por petista da Bancoop

O ex-assessor da Presidência Freud Godoy recebeu, entre 2005 e 2006, no auge do escândalo do mensalão, R$ 1,5 milhão da Bancoop, cooperativa habitacional do Sindicato dos Bancários, como pagamento por serviços de segurança. Os pagamentos foram feitos em 11 cheques entregues à Caso Sistemas de Segurança, empresa de propriedade da mulher de Freud e de um cunhado dele.

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h06

A contratação da Caso foi feita quando o presidente da Bancoop era João Vaccari Neto, hoje tesoureiro do PT Nacional. Vaccari afirmou, em um depoimento à CPI das ONGs, no Senado, que precisou substituir a empresa anterior porque precisava de segurança armada para proteger materiais valiosos nas obras.

"Preferimos ter vigilância armada para poder impor um pouco mais de respeito para evitar qualquer tipo de furto", afirmou, em maio de 2010. A Caso, segundo ele, era uma "empresa tradicional em São Paulo". Contudo, um mês depois, em depoimento à CPI da Bancoop, na Assembleia paulista, Freud Godoy contradisse a versão de Vaccari e negou que seus funcionários trabalhassem armados. "Não armados. Nós estamos renovando o certificado nosso agora, para poder dar entrada." Pelo menos até junho de 2010, a Caso ainda fazia a segurança das obras da Bancoop, mas, segundo Freud, em volume menor. Hoje a empresa não trabalha mais para a cooperativa. / F.G. e F.M.

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