Ex-aliados viram concorrentes e pré-candidato é eliminado

Quando um pré-candidato a prefeito é assassinado, é natural suspeitar de crime encomendado por um dos concorrentes. Em Almirante Tamandaré, cidade paranaense de 100 mil habitantes a 17 quilômetros de Curitiba, a delegada Adelair Manfron desafiou a lógica ao investigar a morte do bancário e pré-candidato Miguel Siqueira Donha (PPS), em janeiro de 2000.

O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2013 | 02h20

Irmã do prefeito Cezar Manfron (PTB), a policia abriu linha de investigação que apontava a viúva, Yara, como mandante do crime. Dizia estar convencida de que Donha havia deixado muitos seguros de vida e sua morte interessava a Yara. Tudo mudou com as prisões do mecânico Edson Faria, 19 anos, e de José Geraldo Pereira Augusto, reconhecidos por testemunha.

Faria revelou que Antonio Martins Vidal, o Tico Pompilho, segurança e motorista do prefeito, o contratou por R$ 300 e promessa de emprego na prefeitura. O mandante seria Azemir João de Barros, irmão do prefeito, como a delegada. Foi Manfron quem sugerira a entrada do bancário na política. A relação entre eles desandou quando Donha passou a ter luz própria.

Nove meses após o crime, o prefeito se reelegeu. Enquanto respondia a acusações de integrar o consórcio que mandou matar o adversário, Manfron conseguiu uma concessão da Caixa para abrir outra casa lotérica na cidade.

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