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JF Diorio/Estadão

'Eu não dou entrevista', diz tesoureiro João Vaccari Neto

Ausente desde que seu nome foi ligado ao escândalo da Petrobrás, tesoureiro do PT não falou com jornalistas na seção de votação

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 22h20

Submerso desde que foi apontado como principal elo entre os recursos desviados da Petrobrás e o PT, o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, votou no final da tarde de ontem em um colégio estadual no bairro da Aclimação, zona sul da capital paulista. De pólo bege, calça jeans e tênis, ele tentou evitar ser fotografado quando chegou, às 16h32, na zona eleitoral acompanhado de um assessor. "Eu não dou entrevista", disse ele em resposta a uma série de perguntas feitas pelo Estado.

O nome de João Vaccari Neto foi citado nas investigações da Operação Lava Jato, que apura esquema bilionário de desvios e lavagem de dinheiro da Petrobrás. Um dos principais alvos da operação, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, apontou o tesoureiro do PT como sendo o recebedor de 2% de todos os contratos realizados em todas as diretorias da estatal.

Vaccari seria, segundo Costa, o principal interlocutor do partido no esquema de arrecadação de propina da Petrobrás. Este esquema tinha também o PMDB e o PP como operadores e serviu ainda para pagar o PSB e o PSDB, segundo afirmou Costa em sua delação premiada.

Ainda segundo Costa, Vaccari era o operador do PT na diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás, responsável por fazer as licitações na empresa. O nome dele também aparece em interceptações telefônicas e emails supostamente negociando contratos da Petro, um negócio que causou prejuízo de R$ 13 milhões ao órgão.

Vaccari não é réu nos processos que tramitam na Justiça Federal relativos à Lava Jato. A Polícia Federal, entretanto, reserva um item especifico para descrever o tesoureiro do PT e suas atividades em um dos autos da operação, e investiga sua relação com o esquema em inquéritos sinda abertos.  

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