‘Eu estou preparado para ser candidato em São Paulo’, diz Kassab

Segundo ex-prefeito, PSD deve lançar candidaturas próprias na maioria dos Estados para tornar o partido conhecido

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2013 | 02h07

Ex-prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab afirmou ontem estar "preparado" para se candidatar ao governo paulista em 2014.

Em entrevista à TV Estadão, ele disse que a meta é lançar candidatos ao governo e ao Senado na maioria dos Estados para tornar a sigla conhecida. "Fui consultado pelos líderes do partido sobre ser candidato (ao governo paulista). Respondi positivamente. Me sinto preparado. Tenho experiência acumulada", afirmou o ex-prefeito, que organiza o terreno para seu partido enfrentar a primeira eleição em âmbito nacional no ano que vem.

Nos últimos meses, ele intensificou sua agenda no interior do Estado. O ritual é de candidato: conversa com prefeitos, entrevistas na mídia local e reuniões políticas com lideranças da região e quadros do PSD. Nas eleições municipais de 2012, o PSD conquistou 34 prefeituras em São Paulo. Entre elas estão Mogi das Cruzes, Itu e Ribeirão Preto.

O projeto eleitoral de Kassab está sendo coordenado por Antonio Carlos Malufe. Egresso do PSDB, ele foi secretário de Relações Institucionais da capital paulista. Ao lado dele estão Miguel Bucalém, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, e Elthon Zacharias, ex-titular da pasta de Infraestrutura e Obras. O ex-governador Cláudio Lembo, o ministro Guilherme Afif e o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, completam o "núcleo duro" kassabista no PSD.

Esses nomes são cotados para disputar o Senado caso o PSD não consiga formar uma aliança. Pelo menos uma vez por semana os aliados do ex-prefeito se reúnem na sede do partido, no Edifício Joelma, no centro da capital, para debater a campanha do ano que vem.

Independência. Questionado sobre a participação do PSD no palanque de Dilma em 2014 e a atuação do partido na base aliada, o ex-prefeito reafirma que a posição é de independência.

"A presença do Guilherme Afif no governo é temática, não é partidária. Ainda filiado ao DEM, ele ajudou Dilma a criar o ministério", afirmou Kassab.

Feita a ponderação, diz que as manifestações não abalaram a relação do PSD com a presidente. "Todos sabem que existe essa tendência de apoiar a Dilma, mas isso não tem vinculação com a presença dele (Afif) no ministério". Na entrevista à TV Estadão, Kassab defendeu a permanência do aliado no cargo de vice-governador de Geraldo Alckmin (PSDB). "O povo elegeu ele", disse. "O PSDB rompeu com o Afif, que foi demitido da secretaria", completou.

O ex-prefeito também falou sobre reforma política. "Defendo a participação popular, mas não há tempo de fazer o plebiscito para 2014. Defendo que o Congresso faça a reforma política". Segundo Kassab, a principal bandeira do PSD nesse quesito é o fim das coligações nas eleições proporcionais. "Essa é a mãe de qualquer reforma."

O ex-prefeito paulistano ainda engrossou o coro dos que defendem a redução do número de secretarias no governo paulista. "Qualquer modelo de enxugamento da máquina é positivo. Defendo a redução", disse.

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