Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Estudo mostra pontos fortes e fracos do PSDB no primeiro turno das municipais

Em todo o País, candidatos a prefeitos tucanos receberam 17,6 milhões de votos, o maior número em comparação com outras legendas

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 18h18

BRASÍLIA - O raio X feito pela cúpula do PSDB, nos resultados do primeiro turno das eleições municipais deste ano, revela que a legenda teve um crescimento exponencial no número de votantes em alguns centros metropolitanos considerados estratégicos para a disputa presidencial de 2018. O levantamento, realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (centro de estudo e formação dos tucanos), também demonstra que o partido perdeu eleitores em redutos consagrados do PSDB.

Em todo o País, candidatos a prefeitos tucanos receberam 17,6 milhões de votos, o maior número em comparação com outras legendas. Já os candidatos a vereadores do partido conquistaram o apoio 9 milhões de eleitores, o que resultou na eleição de 5.355 representantes da legenda para as câmaras municipais de todo o País. 

De acordo com o estudo do ITV, o Estado de Mato Grosso foi onde se registrou o maior percentual de crescimento dos votos no PSDB. O total de apoio passou de 53.955 para 352.818 (crescimento 553,9%), ao se comparar a disputa municipal deste ano com a de 2012.

O Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País, ficou em segundo colocado ao se considerar o crescimento do número de votos aos candidatos tucanos. Passou-se de 121.265 para 522.718, um aumento de 331,10%. No caso do Rio, o curioso é que também foi onde a legenda teve o menor índice de vitórias. Dos 35 candidatos, apenas 2 conseguiram se eleger. No quesito, crescimento de votos, a Bahia ficou em terceiro colocado. O aumento foi de 208,6% no Estado, passando de 128.118 para 395.404.

Em valores absolutos, São Paulo, que elegeu na capital o prefeito João Dória (PSDB), registrou 6.848.985 de votos a candidatos do partido. Um crescimento de 26,80% em comparação com 2012. O Estado é o maior colégio eleitoral do País.

Negativo. A tabela com os percentuais de votação também expõem alguns pontos fracos do PSDB nesta eleição. Segundo maior colégio eleitoral do Brasil  e reduto do senador Aécio Neves, Minas Gerais teve um crescimento negativo do número de eleitores ao se comparar com a última disputa municipal. O número de votos em candidatos do PSDB no Estado caiu de 1.738.145 para 1.670.930, o que representa uma queda de 3,90%. Apesar desse quadro, dos 270 candidatos da legenda que disputaram o comando de uma das prefeituras mineiras, 132 tiveram êxito. Uma "taxa de sucesso" de 48,9%. O Estado que teve a maior redução no número de votos foi Roraima, onde o número despencou de 16.215 para 4.078 (-74,90%). Na sequência aparecem Acre (-70,5%) e Pernambuco (-34,30%).

Confrontos. Nesta eleição municipal, o PSDB também aproveitou o enfraquecimento do PT no âmbito federal para ganhar território sobre o principal adversário. O confronto direto entre as duas legendas ocorreu em 312 municípios, sendo que em 114 os tucanos foram vitoriosos, enquanto o PT se sobressaiu em 34. Em outras 143 cidades o vencedor foi de um terceiro partido. As duas legendas voltam a se enfrentar no segundo turno em 21 municípios. 

Orçamento. Com a conquista de 793 prefeituras no primeiro turno, o PSDB será responsável por administrar o maior volume de recursos municipais a partir de janeiro de 2017. O partido vai administrar um orçamento que soma R$ 136,2 bilhões, ante R$ 57,3 bilhões atualmente. De acordo com o ITV, o PT, que administrava R$ 110 bilhões, caiu para R$ 15,8 bilhões. O PMDB governava R$ 63,4 bilhões e agora terá R$ 69,8 bilhões para gerir. 

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