'Estou de saco cheio', diz Lula sobre denúncias em período eleitoral

'Estou de saco cheio', diz Lula sobre denúncias em período eleitoral

Presidente culpa a mídia por dar espaço para 'insinuações' e diz que acusações se repetem a cada campanha

Carla Araújo e Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 21h54

Em discurso durante a primeira plenária do partido após a eleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se defendeu das acusações do doleiro Alberto Youssef, que disse que o petista teria sido pressionado a nomear Paulo Roberto Costa para a diretoria da Petrobrás. Sem citar o caso, Lula disse estar de 'saco cheio' e criticou a mídia, afirmando que a imprensa dá espaço para insinuações.

"E eu já estou de saco cheio. É todo ano a mesma coisa", afirmou Lula. O ex-presidente disse que o PT não vai fugir de debater corrupção e falou que é preciso "encarar esse problema de frente". "Acho que muitas vezes ficamos inibidos."

O petista também aproveitou para bater no PSDB. Destacando que usaria seu discurso para falar com o público de São Paulo - "Ainda não estou fazendo discurso para o Brasil" -, Lula disse que o PT não pode "admitir que um tucano, bicudo, venha chamar a gente de corrupto", afirmou. Ele citou adesivos com dizeres "Fora PT e Fora Dilma" e disse que não quer que a oposição vá para fora. "Nós queremos derrotá-los aqui dentro", disse.

Derrota. Lula tentou justificar a derrota do candidato Alexandre Padilha e o desempenho ruim da presidente Dilma Rousseff em São Paulo. "Eu participei mais ou menos da campanha do Padilha, não fiz tudo, mas fiz o máximo que colocaram na minha agenda. Mas, nós, a começar por mim, estamos em falta com o Padilha", afirmou à militância, ressaltando que "custa a acreditar" que o presidente da Fiesp teve mais votos que o PT, em referência a Paulo Skaf. 

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