Estatal diz que, após CPI, demitiu 30 funcionários

Os Correios se negaram a fornecer o resultado de sindicâncias e outras apurações internas sobre os funcionários que permanecem na ativa. Balanço da Controladoria-Geral da União mostra, contudo, que Luiz Carlos Scorsatto, José Garcia Mendes e Carlos Augusto Lima Sena foram punidos com suspensões por irregularidades na contratação de empresas para a chamada rede postal noturna, voltando à atividade depois.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h04

Scorsatto e Maurício Madureira também são alvo de duas ações de improbidade propostas pelo Ministério Público à Justiça Federal, por irregularidades nos serviços da rede postal e suposto favorecimento a montadoras na compra de veículos para os Correios. As fábricas, segundo a Procuradoria da República no DF, pagariam propina no esquema do PTB. A ação foi rejeitada pelo juiz substituto Bruno César Apolinário, da 3.ª Vara Federal em Brasília, mas os procuradores do caso recorreram ao Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, que ainda não se manifestou.

A procuradoria do DF toca mais cinco investigações sobre os atos de Madureira, uma delas também envolvendo Scorsatto - todas sobre supostas irregularidades na contratação de serviços aéreos de transporte de cargas.

Embora demitidos por força de sindicâncias abertas pela CGU, os ex-diretores Antônio Osório Menezes Batista e Eduardo Medeiros de Moraes foram reintegrados, graças a liminares do Superior Tribunal de Justiça.

Duas ações penais sobre o esquema correm, sob segredo de Justiça, na 10.ª Vara da Justiça Federal em Brasília. São réus Maurício Marinho, Maurício Madureira e Osório Menezes, entre outros.

Os Correios não deram explicações sobre as apurações internas relacionadas a cada funcionário, argumentando que a CLT o proíbe. Também se negaram a fornecer o histórico de funções comissionadas exercidas por eles, a partir de 2004.

Em nota, a estatal informou que, em decorrência da CPI, mais de 30 funcionários foram demitidos por justa causa, após investigações internas, sem dar detalhes. "As nomeações para cargos de chefia obedecem a critérios técnicos e seguem requisitos de educação formal, experiência profissional e desempenho." / F. F.

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