Estamos prontos para novo ciclo de desenvolvimento
O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 16h06

Nos últimos 12 anos, o Brasil se tornou uma sociedade mais próspera e justa, graças a uma decisão estratégica: elegemos o social como eixo do desenvolvimento econômico, sustentado por inovadoras políticas de transferência de renda, expansão do emprego formal, aumento real dos salários, democratização do crédito e inclusão social. 

A construção de um mercado interno de consumo de massa no Brasil abriu novas oportunidades de investimento para as empresas, permitiu a geração de mais de 21 milhões de novos empregos, reduziu as desigualdades e amenizou o impacto da grave crise internacional.

Diante dessa crise, preservamos a estabilidade macroeconômica e reforçamos nosso compromisso com o social, garantindo o emprego e a renda da população. O Brasil passou a ser visto não apenas como exemplo de combate à pobreza, mas também como um dos países mais bem-sucedidos no combate à crise internacional. 

A inflação foi mantida sob controle, praticamos as menores taxas de juros de nossa história, acumulamos US$ 376 bilhões de reservas cambiais e reduzimos a dívida pública líquida de 60% do PIB para 35% do PIB. Desde 2003, crescemos 46% e o PIB per capita aumentou 29,6%. Também reduzimos a taxa de desemprego de 11,7% para os atuais 5%; o salário mínimo cresceu 71,5%; e os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, retiraram o Brasil do Mapa da Fome, segundo divulgado pela ONU.

Outro desafio foi recuperar nossa frágil infraestrutura. Retomamos a capacidade de o Estado planejar, investir e regular o setor de infraestrutura com novas parcerias com o setor privado. São exemplos disso as obras do PAC, as concessões de aeroportos, rodovias e ferrovias, o novo marco regulatório do setor portuário, e o forte apoio dos bancos públicos aos investimentos. 

Na área da habitação popular, entregamos 1,8 milhão de unidades e contratamos 3,7 milhões no programa Minha Casa Minha Vida. Na mobilidade urbana, estamos investindo R$ 143 bilhões em nove metrôs, BRTs, VLTs e centenas de corredores de ônibus. 

Nós construímos uma política industrial baseada em crédito subsidiado, apoio à inovação, desonerações, simplificação tributária e compras públicas com exigência de conteúdo local.

Por fim, a educação tornou-se de fato prioridade estratégica. O orçamento do MEC, que ficou estagnado em termos reais no governo anterior, foi triplicado. Também vinculamos à educação a destinação dos royalties do petróleo. Isso tem permitido a execução de diversos programas com grande impacto, como as novas creches, escolas em tempo integral, Pronatec, ProUni, Fies e Ciência sem Fronteiras. 

Apesar de nossas dificuldades impostas pela crise internacional e dos ajustes necessários, esses resultados mostram que estamos prontos para um novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado pela força de nossa agricultura, pela diversidade de nossas indústrias e serviços, pela riqueza do pré-sal, pelos avanços na educação e pela criatividade e capacidade de trabalho dos brasileiros. Não vamos retroceder, manteremos as conquistas com mais mudanças. 

* Economista, é ministro da Casa Civil e coordenador de campanha

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