'Estamos numa situação sem precedentes'

Entrevista com Elizabeth Ballantine, presidente da SIP

Entrevista com

Cláudia Trevisan / DENVER, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2013 | 02h12

A prática de espionagem nos Estados Unidos e seu impacto sobre a atividade jornalística será o principal foco de Elizabeth Ballantine no seu mandato de um ano à frente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Mas isso não significa que a entidade abandonará sua atuação no enfrentamento de restrições à atuação de jornalistas e veículos de comunicação na América Latina, afirmou ao Estado.

Quais os principais desafios da SIP?

Nos Estados Unidos, é preciso fazer um trabalho de pressão contra o governo em sua ofensiva de coleta de informações e a tentativa de criminalizar a atuação de repórteres que obtêm informações de pessoas com acesso a dados confidenciais. Nós estamos em uma situação sem precedentes quando tentamos entender como mantemos a força tradicional do indivíduo e nosso direito de não sermos seguidos por nossos governos. É um momento muito novo e incomum para nós.

Como envolver a sociedade no sul do hemisfério no debate sobre liberdade de imprensa?

Uma das coisas que precisamos fazer em nossas organizações é contar histórias que mostrem o que a perda da liberdade de expressão significa quando ela acontece. É mais fácil compreender princípios abstratos quando eles são traduzidos em situações humanas.

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