Estados se dizem surpresos sobre acordo de dívida

Os Estados foram pegos de surpresa com a proposta do governo de trocar o indexador da dívida que eles mantêm no Tesouro Nacional. Atualmente, a dívida é corrigida pela variação do Índice Geral de Preços (IGP-DI), acrescida de uma taxa de juro real que varia de 6% a 9% ao ano. O Planalto está disposto a trocá-la pela Selic, fixada pelo Banco Central.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2012 | 03h06

A mudança é considerada um complemento do pacote de estímulo à economia lançado semana passada. "De repente, chegou um pacote pronto", comentou ontem o coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cláudio Trinchão. Ele contou ter recebido telefonemas de vários secretários estaduais de Fazenda e também de alguns governadores. "Certamente, vão ter de fazer uma nova negociação", apostou.

Os governadores preferem a adoção do Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais juros de 2%. Essa é a proposta que consta de cartas enviadas pelos governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com apoio dos colegas do Sul e Sudeste, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. É também a que está em um projeto de lei elaborado pelo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em tramitação. Braga, porém, mudou a sua posição e decidiu encampar a proposta do Executivo.

A Fazenda tem objeção a essa fórmula, porque ela atrela a dívida a um índice de inflação. Todo o esforço no governo, nesse momento, é no sentido contrário: eliminar a indexação. / LU AIKO OTTA e R.B.

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