FÁBIO BOUZAS/ESTADÃO
FÁBIO BOUZAS/ESTADÃO

Estado com maior população de negros elege primeira deputada negra nas eleições 2018

‘Queremos ser comuns’, diz Olívia Santana; Bahia tem 81% da população autodeclarada preta ou parda

Yuri Silva, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2018 | 23h01

SALVADOR - Quando Olívia Santana (PCdoB), de 51 anos, tomar posse, em 2019, será a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira a Assembleia Legislativa da Bahia, o Estado mais negro do País, com 81,4% da população autodeclarada descendente de africanos (60% pardos e 21,4% pretos). Quando questionada sobre a importância de sua eleição, riu da forma “como as pessoas se chocaram”, mas disse esperar o dia em que isso mude. "Queremos ser o comum, não o inusitado", afirmou ao Estado. "O racismo está no Brasil todo, mas na Bahia deveria ser comum que mulheres negras ocupem espaços de poder na política. Mas o que vemos é que isso é incomum."

Olívia evoca nomes como Marielle Franco (PSOL), vereadora do Rio de Janeiro assassinada, além de Leci Brandão (PCdoB) e Benedita da Silva (PT) como exemplos raros de mulheres negras eleitas. Faz a defesa enfática das pautas de costumes, como os direitos das mulheres, mas rejeita que seu mandato parlamentar seja defensor exclusivamente das causas identitárias. "Quero representar a sociedade baiana. Querem nos aprisionar nos rótulos e eu não aceito, quero defender direitos", afirmou. "Eles é que são identitários, mas querem ser universais e nos colocar como específicos. Mas universal não são eles, universal é a diversidade".

Gastando R$ 150 mil na campanha, sendo R$ 80 mil do fundo partidário, R$ 35 mil do Fundo Eleitoral e o restante de doações, a ativista do movimento negro obteve 57.775 votos na votação deste domingo, 7, e ficou em 31.º lugar na lista dos 63 eleitos para a próxima legislatura baiana.

Na campanha, recebeu contribuição militante de correligionários. As viagens foram feitas em carros cheios dividindo espaço com auxiliares e o material de campanha. "O poder econômico não pode determinar quem vai e quem fica."

Olívia começou a carreira política no movimento estudantil, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se formou em pedagogia. Na universidade, fundou a União de Negros pela Igualdade (Unegro), entidade do movimento que tomou corpo nacional e virou braço antirracista do PCdoB, único partido no qual Olívia militou.

Em 2000, candidatou-se a vereadora de Salvador mas ficou na suplência. Em 2001, em nome da Unegro, discusou no Fórum das Noções Unidas, em Durban. Foi também a Nova York defender a pauta racial e, em outras oportunidades, visitou a China e a Alemanha representando o PCdoB. "A Unegro tem toda a importância do mundo. Nasci do berço da Unegro", emociona-se. "Ali eu era mais que a Unegro, era uma voz do Brasil, uma mulher negra falando que no Brasil tem racismo. O movimento negro me deu régua, compasso, me deu tudo."

Por causa de uma rearrumação de forças políticas, assumiu o mandato na Câmara municipal ao lado de políticos como Rui Costa (PT), que mais tarde viria a ser governador da Bahia. Reelegeu-se duas vezes e ficou dez anos na Câmara Municipal, onde criou o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa, homenagem a uma ialorixá morta após ataques de evangélicos.

Foi indicada pela sigla para ser secretária de Educação e Cultura de Salvador em 2005, onde implantou o estudo da cultura afro-brasileira nas escolas. No ano seguinte, foi candidata a deputado federal. Obteve 60 mil votos mas não foi eleita. Foi também candidata a vice-prefeita de Salvador na chapa encabeçada por Nelson Pelegrino (PT) em 2012, mas a chapa foi derrotada pelo atual prefeito ACM Neto (DEM), que está em seu segundo mandato.

Em 2015, quando o ex-colega de vereança Rui Costa assumiu o comando do governo da Bahia sucedendo Jaques Wagner (PT), foi convidada e aceitou assumir a Secretaria de Política para Mulheres, onde ficou até 2017. Naquele ano, após uma reforma administrativa no governo, o PCdoB trocou a pasta pela Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), órgão do qual ela assumiu o comando. Foi a partir dali que teve contato outros setores sociais, como ativistas do esporte, empreendedores e empresários.

Em 2016, Olívia era o nome preferido do governador Rui Costa e do ex-ministro Jaques Wagner (PT) para disputar a prefeitura de Salvador em nome das forças da esquerda. No entanto, um compromisso prévio feito pela direção partidária garantiu à deputada federal Alice Portugal, parlamentar branca do PCdoB, a vaga para disputar o cargo.

O processo, traumático, gerou desconforto nas entidades do movimento negro ligadas às legendas, fazendo com que alguns setores apoiassem a candidatura do PSOL. Olívia, contudo, trata o episódio sem mágoa. "Cumpri a decisão coletiva do partido, tocamos a bola sem mágoa e sem fraturas. Agora estivemos juntas na campanha e não há nenhum problema sobre isso", disse.

Defensora da educação, Olívia sonhou em ser professora desde sempre. "A educação para mim é a porta. Todo negro e toda negra precisa ter oportunidades educacionais", afirmou. "Ninguém vai poder dizer que não podemos estar nos espaços porque não estudamos."

Sua história é um exemplo de como os livros podem mudar a vida das pessoas. Nascida em uma filha pobre que morava em favela de palafitas em Ondina, quando o bairro da capital baiana ainda não era considerada área nobre da cidade, Olívia teve sete irmãos - quatro morreram e um é desaparecido até hoje. Começou a trabalhar aos 14 anos e exerceu várias funções, como a de faxineira em banheiros de escolas.

Quando passou no vestibular de pedagogia na UFBA, foi demitida da escola privada em que trabalhava para pagar o aluguel de um quarto onde morava com a família. A patroa achava que não teria como conciliar o trabalho com o estudo.

Optou pela universidade e fez bicos para manter a moradia. A mãe, contrariada, ficou 30 dias sem falar com ela, pois achava que entrar na faculdade "era um luxo" para quem não tinha onde morar. Sua mãe começou a trabalhar com 9 anos e nunca foi à escola. Ela, porém, queria outro rumo. "Eu decidi que não ia repetir a história."

ENTREVISTA

1. ​O que precisa mudar para as mulheres negras ocuparem mais a política?

Nós precisamos de uma reforma eleitoral democrática, que crie mecanismos de participação social mais amplos, que incorpore mulheres, negros, pobres, os trabalhadores, que quem produz a riqueza desse País tenha participação política. Você só consegue fazer isso quando reduz o poder econômico, para garantir equilíbrio. Muitas vezes você não consegue se fazer visível porque não tem dinheiro. E quem tem dinheiro chega. Eu viajei de carro junto com material e tem candidato que viaja de jatinho. Não dá para competir.

2. A reserva de 30% dos recursos para as mulheres não resolveu esse problema?

Foi positiva, foi importante, mas ainda é pouco. A mesma lei que criou o fundo eleitoral possibilita que quem é rico seja beneficiado. E pode usar dos próprios recursos na campanha.

3. Os negros deviam ter mecanismo parecido?

Tem que ter mecanismos étnico-raciais de divisão, de distribuição do bolo econômico no financiamento das campanhas, porque a negrada não tem network. A gente não tem rede de relacionamento rica. Você vai pedir dinheiro a quem? Para seu vizinho que tem menos do que você? Então a gente precisava fazer uma legislação eleitoral ouvindo as pessoas, fortalecendo os partidos, com voto em lista, com mulheres, com negros. Precisamos mexer com essa estrutura tão cristalizada, com exceções.

4. As direções partidárias com hegemonia de homens brancos são um problemas para negros e mulheres?

Os partidos precisam espelhar também diversidade na sua direção. Por isso que é importante que negros e mulheres participem dos partidos. Muita gente não quer saber de partido, porque se criou uma cultura de que partidos é ruim, é um bando de ladrão e corrupto. Eu acho que precisamos ter o inverso. Temos que ter mais politização, mais cidadania, mais participação, mais conhecimento, para as pessoas terem discernimento sobre qual o programa do partido. Tem que entender a que partido as pessoas estão vinculadas, como esses partidos votam, se votam para beneficiar os trabalhadores, onde esses partidos estavam quando o STF julgou as cotas.

5. O PCdoB, seu partido, não atingiu a cláusula de barreira. Há risco de ele acabar?

A política brasileira precisa do PCdoB, precisa do PSOL, do PT. Esse campo precisa existir no Brasil. Essa maneira historicamente desequilibrada, em que partidos tradicionais mudaram de nome como mudam de roupa, mostra que eles mudam para poder continuar. São legendas de aluguel. Os ideológicos lutam para crescer, disputam ideia na sociedade brasileira. Mas a direita faz essa sopa de letrinha para disputar o fundo partidário. Já me falaram que eu podia mudar de partido para ficar mais fácil de eu me eleger, mas não estou num partido por isso, estou pelas causas que ele defendem. Quero chegar na Assembleia com identidade política.

6. As pautas que vocês defendem estão sendo questionadas e o conservadorismo cresceu. Como a senhora enxerga esse movimento conservador?

Com muita tristeza, mas também com muita força. Ainda é tempo de lutar por algo melhor. Eu faço apelo à elite, que não sucumba a isso, que nosso País, que tem 30 anos de democracia, não abra as portas para o fascismo. Eu tenho preocupação com a vida dos negros, dos homossexuais. Eu sou uma mulher negra que sofre com o racismo. A gente luta tanto pela morte dos jovens negros e imagine se um candidato que faz apologia à tortura e defende a liberação de armas se eleger. A gente não pode se indignar com Hitler e Mussolini e agora, em pleno século 21, abrir as portas para as trevas apagarem o mínimo de luz que temos no País. Tenho muita preocupação.

7. A esquerda errou muito nos seus governos?

Acho sim que cometemos erros, mas também cometemos muitos acertos. Mesmo com o PT tendo incorrido em erros, não justifica esse linchamento contra o PT. Meu medo é que, ao dizer "PT não", o fascismo tenha a faixa presidencial.

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Partidos ‘barrados’ nas eleições 2018 já tratam de fusão

Segundo levantamento da Câmara, 14 siglas não tiveram votos suficientes para se adaptar às novas regras e ficarão sem recursos públicos

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2018 | 22h18

Partidos barrados pela cláusula de desempenho neste ano avaliam se juntar a outras siglas para sobreviver. Segundo um levantamento da Câmara dos Deputados, 14 dos 34 partidos não conseguiram votos suficientes para se adaptar às novas regras eleitorais e, portanto, ficarão sem recursos públicos para os próximos quatro anos.

Segundo o Estado apurou, ao menos quatro siglas trabalham com a possibilidade de fusão ou incorporação – Rede, PRP, PHS e PRTB. Outras pretendem judicializar a questão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguardam definição sobre candidaturas sub judice.

Com apenas uma deputada eleita, a Rede, partido de Marina Silva, avalia uma fusão com o PV. A possibilidade começou a ser aventada nos bastidores, uma vez que os verdes, coligados com a Rede na disputa presidencial nas eleições 2018, elegeram quatro deputados federais.

Apesar de não terem discutido detalhes, um porta-voz adepto desta iniciativa cita como exemplo a Frente Ampla do Uruguai, da qual o ex-presidente Pepe Mujica faz parte. A frente é uma coalizão de partidos e organizações da sociedade civil.

Quando decidiram se coligar nas eleições presidenciais, uma das propostas era criar um bloco parlamentar ambientalista na próxima legislatura do Congresso, em contraponto ao crescimento da bancada ruralista.

“Não há nada ainda formalizado, mas não se descarta (essa possibilidade). Temos uma pauta e agenda em comum. Não vejo nada contra”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O PRTB, legenda do vice de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pelo Planalto nas eleições 2018, general Hamilton Mourão, estuda unir a legenda à do presidenciável. Enquanto o PRTB elegeu 3 parlamentares, o partido de Bolsonaro emplacou a segunda maior bancada da Câmara, com 52 deputados.

O presidente do PRP, Ovasco Resende, que admite conversas com partidos como PHS, PTB e Patriota, faz uma analogia com empresas. “Tem que saber onde está dando lucro e onde está dando prejuízo, onde tal partido é mais forte etc”, disse.

Já o PHS, que não conseguiu passar a cláusula de desempenho por 0,05 pontos porcentuais dos votos, também estuda fusões. O primeiro passo, contudo, é aguardar a decisão do TSE a respeito de candidaturas cujos votos não foram contabilizados.

Cálculos

O PCdoB, na chapa de Fernando Haddad (PT), também deve adotar a mesma estratégia. Segundo o deputado federal Orlando Silva (SP), o partido vai solicitar na Corte Eleitoral a contagem dos votos de um candidato na Bahia, que, segundo os cálculos da sigla, os faria passar a cláusula de desempenho.

“Nós consideramos que a cláusula é insuficiente para resolver os problemas do País. O PSL, que elegeu a segunda maior bancada da Câmara hoje, se tivesse valendo a regra há quatro anos, não existiria. O problema na política é a baixa participação popular, não os partidos”, disse o parlamentar.

O TSE já deu decisão favorável no domingo, 7, determinando a contagem dos votos da chapa de João Capiberibe (PSB), candidato ao governo do Amapá, contrariando a Justiça local. No Estado, haviam determinado que os votos não seriam computados, porque ele está coligado com o PT e o partido teve suas contas reprovadas. Com mais de 30% dos votos, Capiberibe disputará o segundo turno. 

Caminho é natural, avaliam analistas

Quem estuda legislação eleitoral já previa que as mudanças aprovadas no ano passado resultariam na junção de partidos após as eleições 2018. Segundo professores e advogados ouvidos pelo Estado, uma vez que a cláusula de barreira está na Constituição e é difícil ser questionada judicialmente, resta às legendas a fusão ou a incorporação. “O caminho natural é esse. Isso já aconteceu antes”, disse o professor de Direito Eleitoral do IDP Daniel Falcão.

O fenômeno não é novidade. Em 2006, o Prona, do ex-candidato à Presidência Enéas Carneiro, se uniu ao Partido Liberal e fundaram o Partido da República (PR).

O advogado eleitoral Alberto Rollo observa que “os partidos que não alcançarem a cláusula não vão deixar de existir, só não terão horário eleitoral, nem dinheiro”. Esse é o caso de legendas como Democracia Cristã (DC) e PSTU, que elegeram, respectivamente, um e nenhum deputado, mas não estudam se unir a outras siglas.

O presidente do DC, José Maria Eymael, afirma que o partido “sempre analisou essa possibilidade”, e que conseguiram economizar R$ 5 milhões. O DC fez ainda uma consulta ao TSE que ainda não foi respondida e diz que pretende judicializar a situação.

Segundo candidata derrotada do PSTU à Presidência, Vera Lúcia, a sigla tem independência financeira e continuará sendo “financiado por trabalhadores”. “O PSTU sobreviveu a vida inteira sem parlamentar.” /COLABOROU MARIANA HAUBERT

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Recém-eleito nas eleições 2018, Poit se mobiliza contra aumento de salário para parlamentares

Mais votado pelo Novo em SP faz abaixo-assinado para evitar possível reajuste

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2018 | 22h46

Candidato a deputado federal mais bem votado nas eleições 2018 em São Paulo pelo Novo, Vinicius Poit, de 32 anos, filho do empresário Wilson Poit, secretário municipal de Desestatização e Parcerias da Prefeitura, não quer que o seu eleitor pense que ele é apenas um jovem abastado brincando de fazer política.

“Eu já nasci com uma condição um pouco melhor. Mas meu pai começou do zero. Ele me ensinou o valor da educação, do trabalho e o senso de propósito”, disse. O pai de Vinicius foi dono da Poit Energia, empresa de locação de geradores e transformadores, vendida em 2012 por mais de R$ 400 milhões.

Com mais de 200 mil votos, o deputado recém-eleito é formado em administração de empresas pela FGV e já atuou no mercado financeiro – além de trabalhar na empresa da família até a sua venda. Ele também é pós-graduado em Coaching e mentor da Endeavor, instituto que apoia o empreendedorismo de alto impacto. Apesar do currículo moldado para uma atuação na iniciativa privada, ele se descobriu um interessado por questões sociais depois que entrou para o...teatro. “Durante a faculdade fiz um curso de teatro. Nem lembro direito o motivo. Mas era para me desinibir, me conhecer melhor”, conta.

Nesse curso, Vinicius se envolveu com a ONG Dr. Cidadão, que tem um trabalho parecido com o dos Doutores da Alegria, e fez visitas aos pacientes do Hospital do Mandaqui, na zona norte de São Paulo. “Eu ia de caipira e canta músicas sertanejas para os pacientes”, lembra. Empolgado com a atuação, envolveu-se também em ONGs como a Make Them Smile e a ARCAH – que atuam no resgate de pessoas em situação de rua.

Apesar de ter gasto sola de sapato pelo Estado, a sucesso eleitoral de Vinicius foi impulsionado por sua ação nas redes sociais e WhatsApp. Ele distribuiu vídeo e textos para mais de 280 mil seguidores no Facebook, mais de 47 mil no Instagram e mais de 6.500 do Twitter. No WhatsApp, tem uma rede com aproximadamente 30 mil contatos.

O resultado da eleição foi recebido como final de Copa do Mundo. No dia seguinte, além de agradecer os votos, Vinicius postou um vídeo em sua página de Facebook sobre um abaixo-assinado contra um eventual aumento de 16% no salário dos deputados federais.

Ao conversar com a reportagem, ele disse estar esperando um contato, via WhatsApp, do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) para combinar uma possível entrega dessa abaixo-assinado.

3 perguntas para

1. Como nasceu o seu interesse pela política?

Atuei com ONGs ajudando pessoas em situação de rua. Participei das manifestações pelo impeachment da Dilma. Encontrei no Novo algo com que me identificava.

2. Haddad ou Bolsonaro?

Independentemente da posição do partido, não podemos deixar o PT voltar ao poder. Com uma vitória de Bolsonaro, não vou ser aliado nem oposição. Eu vou fiscalizar o governo.

3. Quais seus projetos?

Vou trabalhar pela desburocratização e pelo empreendedorismo. Não pode ser tão difícil abrir uma empresa aqui no Brasil. Também vou trabalhar pelo corte de gastos e contra a corrupção.

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