REUTERS/Dado Ruvic/File Photo
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‘Estadão Verifica’ recebe 100 mil mensagens em quatro meses

Equipe de jornalistas analisa boatos recebidos com mais frequência e maior potencial para enganar a população

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2018 | 05h00

Pouco mais de quatro meses após entrar no ar, o canal de comunicação no WhatsApp do Estadão Verifica ultrapassou as 100 mil mensagens recebidas – são quase 770 por dia. Por meio do número (11) 99263-7900, leitores enviam conteúdos suspeitos. A equipe analisa os boatos recebidos com mais frequência e com maior potencial de enganar a população. Os resultados são publicados no blog.

Em parceria com o projeto Comprova, uma coalizão de 23 organizações de mídia e o Estado, a ferramenta publicou 132 verificações sobre boatos a respeito dos candidatos à Presidência. Com a proximidade das eleições 2018, o volume de desinformação aumentou. Foram recebidas 1,9 mil mensagens apenas no fim de semana do primeiro turno.

Os conteúdos são selecionados para checagem são preferencialmente os boatos que aparecem com mais frequência e dizem respeito a personagens e assuntos ligados ao debate eleitoral nacional. Opiniões, teorias de conspiração e previsões sobre o futuro não podem ser checadas.

A participação do público é fundamental para que jornalistas possam verificar o que circula no WhatsApp. A comunicação no aplicativo é criptografada, o que quer dizer que não há como monitorar ou mensurar toda a desinformação que é veiculada em grupos e conversas privadas. Redes sociais como Facebook e Twitter têm ferramentas que permitem analisar as informações públicas veiculadas em suas plataformas.

Na segunda-feira, 22, executivos do WhatsApp se reuniram com integrantes do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem entrar em acordo sobre adoção de medidas contra notícias falsas.

Oito representantes de agências profissionais de checagem de dados – incluindo o Estadão Verifica e o Comprova – também estiveram em reunião com TSE, WhatsApp, Google, Facebook e Twitter na segunda-feira. Na ocasião, os checadores apresentaram uma série de propostas ao tribunal.

Entre as sugestões, está a criação de um canal de comunicação direto entre o TSE e os verificadores. As organizações também pedem que a Justiça Eleitoral promova campanhas de alfabetização digital e faça uma declaração em defesa dos jornalistas. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos (Abraji), houve mais de 130 casos de violência contra profissionais da imprensa que cobriam as eleições deste ano.

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