Reprodução/Facebook
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'Escolhi o PMN porque queria ficar livre desse conflito da Lava Jato', diz Greca

Em entrevista à 'Rádio Estadão', prefeito eleito em Curitiba argumenta que em 2012, quando estava no PMDB, não se elegeu; atual partido está entre os 'nanicos'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2016 | 11h20

O prefeito eleito de Curitiba, no Paraná, Rafael Greca (PMN), afirmou nest quinta-feira, 3, em entrevista à Rádio Estadão que escolheu o partido, considerado como nanico no cenário nacional, para escapar dos conflitos da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobrás e afeta políticos de grandes legendas no País.

"Eu escolhi o PMN porque eu queria ficar livre desse conflito da Lava Jato que infelicita a nação. Estava no PMDB e não me elegi na época (em 2012). Agora, pelo PMN, percebi que meu partido era Curitiba", disse Greca. Ele afirmou que seu propósito na administração é fazer um bom serviço público "nem de direita, nem de esquerda, mas centrada no bem." Greca foi um dos políticos de partidos pequenos eleitos em importantes capitais, ao lado de Alexandre Kalil (PHS) em Belo Horizonte e de Marcelo Crivella (PRB) no Rio de Janeiro.

Na entrevista, Greca prometeu que a máquina pública será reduzida "na proporção do possível", que privilégios serão diminuídos e o dinheiro vai ser colocado "realmente na ponta onde o povo está". O político afirmou que ainda nesta quinta faria uma reunião de transição com o atual prefeito da capital paranaense, Gustavo Fruet (PDT), que tentou a reeleição e não chegou ao segundo turno. "Eu espero dele um comportamento republicano. Eu e ele não temos direito de ter vontades particulares, ambos somos servidores do povo de Curitiba", afirmou.

Verbas federais. O prefeito eleito declarou também que vai buscar recursos do governo federal para Curitiba, principalmente com os ministérios da Saúde, Cidades e Educação, além da área de segurança pública. "Se o doutor Meirelles deixar, eu vou pedir verbas federais para o Temer", disse à Rádio Estadão, em referência ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da República, com quem afirmou ter boa relação desde os anos 90, quando foi ministro do governo Fernando Henrique Cardoso na mesma época em que Michel Temer era deputado federal

Greca afirmou que, quando foi prefeito da capital paranaense, de 1993 a 1997, a situação econômica era ainda pior que a atual. Questionado sobre a comparação que fez com o Papa Francisco na forma de administrar e estar "junto com o povo", Greca afirmou que pretende buscar "milagres" no transporte público da cidade.

Ele citou as propostas de livrar a tarifa de ônibus dos reajustes no preço do óleo diesel, conseguir subsídios dos governos estadual e federal, dar um serviço de qualidade à população e promover uma tarifa mais barata entre 9h e 17h. "Tudo isso dentro de uma perspectiva da realidade, pois jamais prometi para nossa população o impossível. O meu adversário prometia e perdeu a eleição", destacou. Greca derrotou o deputado estadual Ney Leprevost (PSD) no segundo turno, com 53,25% dos votos válidos.

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