Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Erundina diz que PMDB de Marta é 'o mais corrupto'

Candidata do PSOL à Prefeitura critica adversária por mudar de legenda; se eleita, afirma que vai oferecer tarifa zero de ônibus

Tonia Machado, Pedro Venceslau e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

29 Julho 2016 | 09h54

A deputada federal Luiza Erundina, candidata do PSOL à Prefeitura de São Paulo, disse nesta quinta-feira, 28, em entrevista à Rádio Estadão e à TV Estadão, que sua adversária Marta Suplicy fez uma “opção infeliz” ao sair do PT para se filiar ao PMDB, “o partido mais corrupto”. 

“Marta entrou na política e cresceu graças ao PT. A forma como ela tratou o partido que a acolheu... Saiu no momento mais trágico. A opção dela não se deu por questões éticas. Ela foi para o PMDB, o partido mais corrupto, mais envolvido na (Operação) Lava Jato. O partido dela não tem passado digno. A opção foi a mais infeliz”, afirmou a ex-prefeita de São Paulo.

Marta foi filiada ao PT durante 34 anos. Ano passado, se desligou da legenda para se acomodar no PMDB, partido pelo qual vai disputar o comando do Executivo municipal, em outubro.

Transporte. Em relação às promessas caso seja eleita, Erundina disse que vai zerar a tarifa de ônibus, além de criar passe livre durante os fins de semana em toda a cidade. Ela não especificou, porém, como financiaria a proposta, mas disse que vai fazer uma auditoria da dívida pública da cidade se vencer a eleição.  “É preciso socializar os custos do serviço essencial para a manutenção da cidade”, disse a ex-prefeita de São Paulo. 

Imposto. Uma forma de arrecadação defendida pela candidata foi a cobrança de IPTU progressivo. A medida, baseada em aumento do imposto para imóveis de maior valor e redução da taxa para propriedades de menor preço, podendo chegar à isenção, já foi cogitada por ela durante sua gestão como prefeita de São Paulo, entre 1989 e 1992. 

“Vamos fazer um apelo por uma alíquota diferenciada por valor de imóvel. A mansão do (João) Doria (candidato do PSDB à Prefeitura) é uma das dez mais valiosas do País. Não é justo que a mansão pague a mesma alíquota de uma residência de nível médio. A de nível baixo nós vamos isentar. É preciso fazer justiça fiscal e tributária para ter justiça social”, disse. 

A candidata descartou, contudo, a possibilidade de privatizar alguns equipamentos públicos para ampliar a arrecadação do município. “Acredito na capacidade do Estado de administrar o patrimônio público. Privatizar não é a melhor forma de fortalecer o poder na cidade.”

Segundo ela, “prefeitura não é uma empresa. “Pega mal essa proposta”, disse em crítica direta a Doria, que defendeu recentemente a concessão de faixas de ônibus à iniciativa privada.

A ex-prefeita classificou as ciclovias como uma das principais vitrines da gestão Fernando Haddad (PT) e disse que pretende apenas revê-las. Defendeu ainda a redução de velocidade nas vias, também implementada por Haddad. 

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