Entidade relata agressões em onda de protestos

Assassinatos de jornalistas, censura judicial e agressões registradas durante a onda de protestos iniciada em junho são as situações mais preocupantes no cenário da liberdade de imprensa no Brasil, de acordo com relatório sobre o País apresentado nesse domingo, 20, na Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), realizada em Denver. Segundo o documento, pelos menos 70 jornalistas foram vítimas de violência da polícia ou de hostilidade de manifestantes durante os protestos.

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2013 | 03h11

"Os profissionais (jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas) foram detidos, agredidos e ameaçados", informa o relatório.

O texto lamentou a censura decorrente de decisões judiciais, em especial a que atinge o Estado desde 31 de julho de 2009, quando o jornal foi proibido de publicar reportagens sobre investigação que atinge o empresário Fernando Sarney.

Mas o assassinato de dois profissionais de imprensa foi o caso mais grave dos últimos seis meses, na avaliação do relatório. O repórter Rodrigo Neto de Faria foi morto no dia 8 de março, quando investigava a participação de policiais em um grupo de extermínio em Minas Gerais. No mês seguinte, o fotógrafo Walgney Assis Carvalho, que testemunhou a investigação, também foi morto a tiros.

A assembleia da SIP também discutiu nesse domingo o impacto global das revelações do ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), Edward Snowden.

Os três americanos que participaram do debate afirmaram que a defesa contra intromissões dos serviços de inteligência não é a regulamentação da internet, como defendeu a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Para eles, isso deve ser alcançado pelo estabelecimento de limites à atuação da NSA, dentro e fora dos Estados Unidos.

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