Entidade apresenta propostas da indústria a candidatos à Presidência nas eleições 2018

Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) elaborou documento com propostas para os presidenciáveis indicando que principal entrave para o desenvolvimento é o desajuste fiscal

Eduardo Kattah e Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2018 | 05h00

Apesar de a indústria brasileira corresponder a quase 30% do recolhimento de impostos, ela perdeu espaço na economia, que, por si só, já encolheu nos anos de recessão. Na busca para reverter este cenário, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) elaborou documento com propostas para os candidatos ao Planalto nas eleições 2018.

O instituto é composto por representantes de 48 das maiores empresas do País, entre elas a Braskem, o Grupo Suzano, Hering e Klabin. Ao longo do ano, já se encontraram com as principais campanhas, como a de Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). O IEDI costuma ser discreto em seus encontros e não deve promover um evento para a entrega das propostas.

Intitulado “Indústria e o Brasil do futuro”, o texto tem mais de 300 páginas e indica que o principal entrave para o desenvolvimento é o desajuste fiscal. O primeiro passo do futuro presidente deve ser aprovar as reformas da Previdência – para interromper a trajetória de crescimento do déficit – e a tributária.

Uma simplificação do sistema de recolhimento de impostos também poderia acabar com o contencioso e a insegurança jurídica. Eles apoiam a criação de um imposto sobre valor agregado (IVA), em substituição a outros cinco tributos. A entidade também faz a defesa de uma reforma política para reduzir o número de partidos. Outra proposta da entidade é atribuir ao BNDES um novo papel de financiamento à “inovação, infraestrutura, micro e pequenas empresas”.

Ampliar a inserção no mercado externo deve também ser uma das prioridades, no entendimento do IEDI. A relação com o Mercosul, por exemplo, deve se chegar a um livre comércio efetivamente. O setor defende que a educação básica e os investimentos em ciência e tecnologia – com a recomposição dos repasses do governo – são essenciais para o Brasil não perder competitividade na indústria mundial.

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