Empresas usam 'laranjas' para burlar controle, diz CNJ

O cadastro oficial mantido pelo Incra registra 4,5 milhões de hectares (45 mil quilômetros quadrados) em mãos de estrangeiros. O equivalente a 30 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O número é subestimado, admite o próprio instituto, que lista Portugal, Japão, Itália e Líbano como as nacionalidades que mais teriam comprado terras no País.

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h41

Além de não captar por mais de 10 anos negócios feitos em nome de empresas brasileiras de capital estrangeiro, por força de entendimento do governo Fernando Henrique Cardoso, houve resistência no cumprimento de interpretação fixada ao fim do governo Lula.

Diretor do cadastro do Incra, Evandro Cardoso diz que 30 processos de autorização de compra de terra tramitam no instituto, mas a maioria refere-se a pessoas físicas. Raríssimas são as empresas que foram ao Incra buscar autorização. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) avalia que negócios sejam feitos em nome de "laranjas" para burlar o controle.

O relator Beto Faro (PT-PA) é voto vencido na Câmara. Seu relatório aponta "elevada permissividade no acesso a terras por estrangeiros" no Brasil. / M.S.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.