Empresas apresentam propostas sustentáveis aos presidenciáveis

Entre as ideias está a criação de uma espécie de "Lei Rouanet" para deduzir no IR de projetos de preservação do meio ambiente

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2014 | 18h06

Um grupo de presidentes de grandes empresas brasileiras divulgou nesta quarta-feira, 6, um documento com 22 propostas para uma agenda de desenvolvimento sustentável, que será apresentado aos candidatos ao Palácio do Planalto.

Entre as propostas está a criação de um selo para divulgar produtos fabricados com baixo impacto ambiental, a criação de uma espécie de "Lei Rouanet" para deduzir no Imposto de Renda investimentos em projetos que tenham como objetivo a preservação do meio ambiente e o pagamento de bônus a empresas que diminuírem o consumo de água e energia elétrica. Há também questões mais genéricas como investir mais em educação e garantir o acesso da população a um transporte público de qualidade.

O documento foi articulado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), entidade composta por 70 empresas que representam 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Segundo a presidente do conselho, Marina Grossi, a entidade não tem preferência por um candidato e vai procurar todos para saber com quais propostas eles estão disposto a se comprometer. "Nós somos um conjunto apartidário. A gente vai apoiar quem for eleito", disse ela.

O mais importante, argumenta, é estabelecer um diálogo entre poder público, a sociedade civil e as empresas, para que as iniciativas possam sair do papel. Mais de 20 empresas assinaram o documento, entre as quais a General Eletric, Siemens, Shell, Pepsico, BRF, Basf, Bayer, Braskem, Monsanto, Pirelli e Unilever.

Os principais candidatos à Presidência foram convidados a participar do lançamento da agenda nesta quarta, mas alegaram que não poderiam comparecer devido ao debate realizado pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) em Brasília. A única candidatura que mandou representante foi a de Eduardo Campos (PSB), cuja vice, Marina Silva, foi ministra do Meio Ambiente no governo Luiz Inácio Lula da Silva. O ambientalista João Paulo Capobianco, ligado a Marina, representou a dupla. 

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