J.F. Fiorio/Estadão
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Empresários ligam para oferecer doações a Dilma, diz tesoureiro

Segundo Edinho Silva, responsável pelas finanças da campanha à reeleição, queda de índices econômicos não afetam arrecadação

Gustavo Porto, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 11h48

Ribeirão Preto - O tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff (PT), Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira, 28, que a arrecadação de recursos para a reeleição da presidente da República ocorre sem dificuldades, mesmo em um cenário de baixo crescimento econômico, com impactos para empresas. De acordo com Edinho, deputado estadual paulista e ex-presidente do PT no Estado, a arrecadação tem contado com a proatividade de empresários.

"Muitos empresários ligaram e ofereceram contribuições para nós, o que mostra o entendimento de que a crise econômica é globalizada, oriunda da Europa e dos Estados Unidos e nós sofremos com os impactos", afirmou em entrevista ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado. "Todos entendem que enfrentamos a crise sem penalizar empregos e os programas sociais e sem recessão e ainda que estaremos em uma situação melhor em 2015", completou ele, após evento político em Araraquara (SP), cidade governada pelo parlamentar por duas vezes.

Edinho garante que "mesmo o setor agroindustrial", cuja maioria dos empresários faz críticas abertas à presidente Dilma "mostra simpatia e tem contribuído" para a campanha à reeleição. No lado dos gastos, o tesoureiro garante que, por meio de cotações de "absolutamente tudo" adquirido para a campanha, tem conseguido descontos de 30% a 40%.

A campanha à reeleição de Dilma está estimada em R$ 298 milhões, de acordo com ele. Apesar do otimismo em relação à arrecadação e de garantir a redução nos custos, Edinho evitou falar sobre quanto foi arrecadado até o momento. "Ainda não tenho um balanço", concluiu.

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