Empresa contratada no Rio pertence a irmão de vereador

Carros estacionados trazem os adesivos do parlamentar, de Aécio e do governador Pezão, candidato à reeleição

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2014 | 03h00

RIO - A empresa Entreter Festas e Eventos Ltda., que teria sido contratada para fornecer cabos eleitorais para a campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, pertence a Paulo Cesar Lavrado Cupello. Paulo Cesar é irmão do vereador na Câmara do Rio de Janeiro Carlos Alberto Lavrado Cupello (Solidariedade), que se apresenta como Tio Carlos.

A reportagem do Estado esteve na tarde desta segunda-feira, 8, na sede da Entreter, em um condomínio de casas no bairro da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Um funcionário que se identificou apenas como Paulo disse ter consultado o sócio da empresa e afirmou que Paulo Cesar Lavrado Cupello não daria entrevista. 

Dois carros estacionados na porta e na garagem da casa estavam com adesivos das campanhas de Tio Carlos, de Aécio Neves e de Luiz Fernando Pezão, atual governador do Estado e candidato à reeleição pelo PMDB, colados nas janelas. Tio Carlos é candidato, neste ano, a deputado estadual na coligação de Luiz Fernando Pezão.

Procurado, o vereador Tio Carlos informou que não poderia responder pela Entreter.

‘Mobilização de rua’. Em nota enviada à reportagem, a campanha do tucano Aécio Neves afirma que a Coligação Muda Brasil não efetuou “qualquer contratação de militantes, e sim de prestadores de serviços”.

Ainda de acordo com a assessoria do candidato tucano, essa atividade é de natureza contábil de “mobilização de rua”, “razão pela qual foi classificada nesta conta e, portanto, plenamente de acordo com a legislação eleitoral”.

O contrato informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durou do período de 28 de julho a 16 de agosto. Ainda segundo a assessoria tucana, o termo “militância e mobilização de rua” é citado pelo próprio TSE em seu sistema de prestação de contas.

“Não é possível fazer qualquer lançamento no sistema do Tribunal Superior Eleitoral desvinculado desses termos. No caso presente, as despesas realizadas foram 100% de mobilização de rua”, diz a nota. 

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