Empresa afirma que concorrência teve 'total lisura'

Procurada, a Transpetro informou que já demonstrou ao Ministério Público Federal que o processo de compra dos comboios foi realizado com "total lisura e atendimento aos ditames legais". Ela acrescentou que só a DNP pode informar por que desistiu do certame.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2014 | 02h06

Ainda segundo a empresa, nenhum dos seis consórcios que participaram da disputa foi desclassificado por falta de atendimento de requisitos técnicos. O consórcio Rio Maguari ganhou o contrato porque ofereceu um preço US$ 36 milhões inferior ao do segundo colocado, diz a subsidiária da Petrobrás.

A Transpetro afirma que não entregou ao Ministério Público cópia de seu estudo de viabilidade econômica porque o sigilo é garantido por lei.

Quanto às divergências de preço, afirma que o contrato é de US$ 239 milhões e as cifras na Caixa e no Fundo da Marinha Mercante são menores porque o financiamento não é de 100%.

Sobre a demora em celebrar o aditivo de prazo, diz que isso ocorreu porque foi necessário, antes, avaliar as justificativas apresentadas pelo Estaleiro Rio Tietê - entre elas, fatores como a necessidade de implodir 15.503 metros cúbicos de rocha, quando a previsão inicial eram 650 metros, além do aumento de trabalhos de terraplanagem e do aumento de área coberta para processamento de aço.

O Estaleiro Rio Tietê afirmou que "não há nenhum centavo de dinheiro publico envolvido no empreendimento até o momento". "Todos os serviços realizados foram pagos com dinheiro privado e não fazem parte do escopo da licitação da Transpetro. Não há que se falar em irregularidade."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.