Empresa acabou e gasto continuou

Reportagem do Estado revelou ontem que o Ministério do Esporte pagou quase R$ 5 milhões em 2011 por consultoria para uma estatal que sequer entrou em funcionamento - a Empresa Brasileira de Legado Esportivo 2016, originalmente destinada a tocar projetos para a Olimpíada do Rio. Contratada para desenvolver estudos a respeito, a Fundação Instituto de Administração continuou recebendo pagamentos após a decisão de liquidar a empresa. Esse desembolso, no total de R$ 4,65 milhões, só cessou em dezembro passado, quase cinco meses depois de iniciado o processo para dissolvê-la.

O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2012 | 03h00

O projeto foi abandonado devido à constatação de que já havia estrutura suficiente para cuidar da Olimpíada. Além do então ministro Orlando Silva, também a ministra Miriam Belchior, do Planejamento, chegou a participar de reuniões para debater o projeto.

Na prática, os encontros iniciais resultaram num prejuízo contábil de R$ 109 mil, por jetons e outras despesas feitas por oito conselheiros. Esses valores, mesmo constando de balanço, não foram pagos, segundo revelou o próprio Ministério do Esporte.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.