Emocionada, Renata Campos fala sobre dor e legitima candidato de Campos

"Ele começou muito cedo novo a acompanhar Eduardo do mesmo jeito que Eduardo acompanhou Arraes", disse ela

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 01h18

 Emocionada, Renata Campos, viúva do ex-presidenciável Eduardo Campos, falou pela primeira vez sobre a sua dor com a morte do marido, em depoimento divulgado nesta segunda-feira (22) no programa eleitoral gratuito do PSB na televisão, quando legitimou o candidato ao governo estadual, o ex-secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara, indicado pelo ex-governador.

Diante das críticas dos adversários sobre a insegurança e inexperiência do socialista, ela destacou que Câmara não chegou agora na política. "Acho que ele aprendeu desde cedo, porque começou muito novo a acompanhar Eduardo, do mesmo jeito que Eduardo acompanhou Arraes", afirmou ao comparar a relação política do afilhado político de Campos com o seu mentor, com a do próprio Campos com o seu avô, o ex-governador Miguel Arraes (1916-2005).

"Talvez a população esteja conhecendo agora quem é Paulo, mas a gente conhece Paulo há muito tempo", frisou. "Eu tenho muita tranquilidade que Paulo tem total capacidade de levar esse legado que Eduardo deixou adiante, eu confio em Paulo Câmara".

Em alguns momentos contendo as lágrimas, ela falou sobre o amor ao marido que a ajudou a ter força para enfrentar a perda. "É um amor a Eduardo que eu não quero ver aperreado e um amor aos filhos, a gente precisa estar inteiro", disse ela. "Numa hora dessas, numa dor dessa você não sabe como vai agir. Você é considerada uma pessoa forte, mas para mim também foi surpresa essa força toda que a família teve".

Depois de abordar o lado mais pessoal, lembrando que quem a conhece "sabe que sempre gostei de ficar mais discreta, não gosto de conversar muito com os amigos, sou uma pessoa mais tímida", ela falou da trajetória política do socialista, que dedicou sua vida à política, aos amigos e à família e destacou a necessidade de levar adiante o seu legado. "Tudo o que ele fez pelo Estado e pelo Brasil não pode parar".

"É impressionante como Eduardo está vivo e vai ficar vivo, vai permanecer vivo através de seus sonhos, de seus ideais, de suas realizações, do seu trabalho", disse. "A gente sente a presença de Eduardo em todo o Estado e essa bandeira dele a gente vai levar adiante".

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