Em Vila Propício, 77% das vagas não exigem concurso

Prefeito da pequena cidade de Vila Propício, município no interior de Goiás, Waldilei Lemos (DEM), afirma ter encontrado uma estrutura de servidores "cheia de cabos eleitorais" ao tomar posse, no início do ano. Nada menos que 77% dos funcionários ocupavam cargos comissionados, ou seja, sem concurso.

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2013 | 02h11

Ao ouvir do Estado a informação de que o município tinha a maior taxa de servidores não concursados entre todas os 5.566 municípios do País, Lemos disse não estar surpreso. Segundo o prefeito, a máquina foi inflada para abrigar "um monte de cabos eleitorais" do grupo político que antes ocupava o poder.

Lemos relatou que está tomando iniciativas para fazer uma reforma administrativa, mas uma das principais medidas enfrenta obstáculos legais. Ele não pôde convocar os aprovados em um concurso público feito em 2012, suspenso pelo Ministério Público por suspeitas de irregularidades - uma delas seria o desrespeito à ordem de classificação na convocação dos aprovados.

"Estou chamando os concursados e contratando como comissionados", explicou. "É o jeito de enfrentar a bagunça."

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