Reprodução/Internet
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Em vídeo, vice de Antonio Anastasia prega apoio a Jair Bolsonaro

Marcos Montes afirma que Geraldo Alckmin não cresce nas pesquisas para justificar apoio ao candidato do PSL à Presidência

Jonathas Cotrim , O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2018 | 10h53

BELO HORIZONTE - Em um vídeo que circula por redes sociais, o candidato a vice-governador de Minas Gerais Marcos Montes, do PSD, da coligação de Antonio Anastasia (PSDB), afirma que os dois devem "dar as mãos" para apoiar a candidatura à Presidência da República de Jair Bolsonaro (PSL) - em razão da estagnação nas pesquisas da candidatura do tucano Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto.  

No vídeo, Montes lembra que sua coligação já tem um candidato à Presidência e qualifica Alckmin como "extremamente competente", mas diz que será necessário que a aliança encabeçada pelos tucanos em Minas faça uma análise do momento eleitoral. "A partir do momento que eu e o Anastasia acharmos que o candidato Alckmin não vai ao segundo turno, nós precisamos dar a mãos ao Bolsonaro", declarou.

O vice de Anastasia ressaltou que os números de Alckmin nas pesquisas não avançam e que, "lamentavelmente, a sociedade brasileira começa a enxergar que não é o seu momento".

Sem mencionar o PT nem o postulante do partido à Presidência, Fernando Haddad,  Montes justificou o apoio a Bolsonaro como forma de impedir o retorno dos petistas ao poder. "Nós precisamos (apoiar Bolsonaro), com responsabilidade, porque não cabe nossos interesses pessoais, temos que olhar para o Brasil e não podemos deixar o Brasil voltar ao que nós vivemos no passado", afirma. 

O vídeo do discurso de Montes circula após a última pesquisa Ibope, divulgada na segunda-feira, ter indicado tendência de crescimento de Haddad, que está na segunda colocação, com 22% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro, que, estagnado, lidera a disputa com 28%. Alckmin, na quarta colocação, tem 8% das intenções de voto. 

Líder na disputa ao Executivo mineiro, com 33% das intenções, segundo pesquisa Ibope divulgada no dia 19, Anastasia reforçou, por meio de sua assessoria, que o candidato de sua coligação é Alckmin. "Marcos fala sobre uma possibilidade hipotética com a qual não trabalhamos. Vamos continuar batalhando firmes pela vitória de Alckmin em Minas e no Brasil", declarou. 

Marcos Montes não é o primeiro membro da coligação tucana em Minas Gerais a indicar a possibilidade de apoiar o candidato do PSL à Presidência. Na segunda-feira, o postulante ao Senado da chapa, Dinis Pinheiro (Solidariedade), publicou um vídeo online no qual Bolsonaro afirma apoiar a candidatura dele. No Estado, o presidenciável não tem palanque na disputa majoritária, já que o PSL mineiro não lançou candidatura própria ao governo.

'Anastonaro'

A campanha de Anastasia tenta impedir a fuga de votos de Alckmin em Minas para o postulante do PSL - movimento que tem sido chamado de “Anastonaro”, relembrando uma mescla semelhante em 2010, quando o tucano foi eleito governador, e os mineiros manifestavam a intenção de votar em Anastasia para o governo e em Dilma Rousseff (PT) para a Presidência, no voto apelidado de "Dilmasia". 

Nas agendas que cumpre pelo interior mineiro, Anastasia faz questão de reforçar o apoio a Alckmin, como aconteceu nesta terça-feira, 26, em Lavras, no sul de Minas. "Temos o melhor candidato a presidente que é Geraldo Alckmin, e eu peço o empenho para levarmos Alckmin ao segundo turno e assim ganharmos a eleição presidencial", disse o candidato tucano ao governo mineiro.

Em Minas, Bolsonaro lidera com 29% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Ibope divulgada no dia 17. Haddad aparece na segunda colocação, com 16%. Entre os mineiros, Alckmin está na quinta colocação, com 7%.

 

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