Em vídeo, Lula sugere que jovens parem de reclamar

Para ex-presidente, é preciso trabalhar por 'coisas concretas' e não só 'xingar todo mundo' no computador

Agência Estado

21 de julho de 2014 | 13h13

São Paulo - Em mais um vídeo da série feita pelo Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu que os jovens precisam, além de reclamar, questionar sobre o quê podem fazer para contribuir com seu país.

"Às vezes digo para os meus filhos: posso perder a esperança porque tenho 68 anos e vou completar 69 em 27 de outubro. Meus sonhos e esperanças têm que ser menores do que o sonho e a esperança de um moleque de 16, 17 anos, que está em casa, que está no iPad falando mal de alguém", afirmou no vídeo divulgado nesta segunda-feira, 21. "Além de sentar na frente da televisão, do computador e xingar todo mundo, dizer que ninguém presta, é preciso perguntar: o que eu fiz?", complementou.

Esse é o sétimo vídeo da série. Em um deles, o ex-presidente defendeu a realização de uma reforma política feita por iniciativa popular que acabe com "partidos laranja" e "partidos de aluguel".

No vídeo desta segunda, o ex-presidente contou que, certa vez, fez um curso no sindicato em que a professora perguntava sobre os sonhos de cada um e o que estavam fazendo para concretizá-los. "Muitas vezes ficávamos decepcionados porque a gente não tinha feito nada", disse. "Tem que levantar a cabeça e ter esperança. Tem que colocar a cabeça no travesseiro e perguntar: O que eu fiz de bom hoje?", sugeriu.

O ex-presidente recorreu às suas histórias de vida e disse que é preciso trabalhar por "coisas concretas. "Em vez de ficar reclamando daquilo que os outros fazem, daquilo que os outros têm, acho que temos que trabalhar para coisas concretas."

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